Aprendizado Não Supervisionado
2026-09-13
KL: \(\mathrm{KL}(q\|p)\ge0\). Decomposição geral: \(\ln p(\mathbf{X})=\mathcal{L}(q)+\mathrm{KL}(q\|p(\mathbf{H}\mid\mathbf{X}))\) — o ELBO \(\mathcal{L}(q)\) é sempre cota inferior calculável.
EM clássico (Aula 4) = \(\theta\) fora do tratamento, ponto fixo, sem priori \(\Rightarrow\) ELBO no ótimo colapsa à verossimilhança no melhor ponto, sem penalidade de complexidade.
Nota
\(\theta\) dentro, com priori de verdade \(\Rightarrow\) Navalha de Occam via KL — mas troca “escolher \(K\)” por “calibrar hiperparâmetros de priori” (mesmo dilema no K-Means, no DBSCAN).
Sem via analítica sempre disponível: validação empírica (ELPD em validação, Silhueta e Dunn, Posterior Predictive Checks quantitativos).
Nota
Em toda essa trajetória (Aulas 3–5), a variável não observada \(z_n\) foi sempre categórica: “de qual das \(K\) populações?”
1. O que é um espaço latente contínuo? Um autoencoder linear comprime e reconstrói — que plano ele aprende?
2. “Resumir sem perder o que importa”: PCA responde de duas formas (erro mínimo, variância máxima) — por que coincidem, e o que dizem do autoencoder?
3. Existe versão probabilística (estilo GMM, mas \(z\) contínuo, linear-Gaussiano)? O que ela revela?
4. Essas três ferramentas têm alguma limitação em comum?
Se tanta coisa se repete: quantos números bastam para reconstruir os \(30\)? Quais? E como saber se o resumo perdeu o que importa?
Trocar a variável latente categórica (GMM) por uma contínua muda o tipo de problema que se resolve, ou é só uma variação técnica?
Pense no tipo de resposta que cada variável latente permite: um rótulo entre \(K\) opções, ou uma posição contínua num espaço de \(M\) dimensões.
Resposta — mudança de eixo, não só de método
Voltando à pergunta: muda o tipo de pergunta (rótulo discreto vs. posição contínua), mas a lógica de fundo — resumir sem perder o que importa — é a mesma. O resto da aula formaliza “o que importa”.
radius_worst, concave points_worst), guardamos um número por paciente; reconstruir os dois atributos a partir dele.radius_worst e a diagonal a \(45°\).Nota
Definição (DLFC §19.1.1): rede \(D\)-\(M\)-\(D\), \(M<D\), alvo \(\mathbf{y}(\mathbf{x}_n,\mathbf{w})\approx\mathbf{x}_n\), \[ E(\mathbf{w})=\tfrac12\sum_n\|\mathbf{y}(\mathbf{x}_n,\mathbf{w})-\mathbf{x}_n\|^2. \]
Caso linear, dados centrados: \[ \mathbf{z}_n=\mathbf{V}\mathbf{x}_n\ \ (\mathbf{V}\in\mathbb{R}^{M\times D}),\qquad \mathbf{y}_n=\mathbf{W}\mathbf{z}_n\ \ (\mathbf{W}\in\mathbb{R}^{D\times M}),\qquad \mathbf{y}_n=\mathbf{W}\mathbf{V}\mathbf{x}_n. \]
Importante
Espaço latente \(=\) sistema de coordenadas de um plano \(M\)-dimensional dentro do espaço dos dados. Treinar \(=\) escolher o plano.
Para qualquer \(\mathbf{G}\) invertível \(M\times M\): \[ (\mathbf{V},\mathbf{W})\ \to\ (\mathbf{G}\mathbf{V},\ \mathbf{W}\mathbf{G}^{-1}):\qquad \mathbf{W}\mathbf{G}^{-1}\mathbf{G}\mathbf{V}=\mathbf{W}\mathbf{V}. \]
Nota
Os eixos do espaço latente só estão definidos a menos de uma mudança de base. Pergunta que sobra: qual plano o treino encontra?
Autoencoder linear treinado por gradiente (\(D=30\), \(M=2\)): cada paciente vira um código \(\mathbf{z}_n\in\mathbb{R}^2\). Cores só para avaliar.
Nota
O estável é o plano. Os próximos blocos o identificam sem rede.
Duas redes treinadas com sementes diferentes chegam ao mesmo erro de reconstrução, mas dão códigos latentes diferentes ao mesmo paciente. Qual delas aprendeu o espaço latente “certo”?
Pense no que o erro de reconstrução consegue enxergar: o produto \(\mathbf{W}\mathbf{V}\), ou cada fator separadamente?
Resposta — o que os dados determinam é o plano
Voltando à pergunta: nenhuma é “a certa”. As duas aprenderam o mesmo plano, em eixos diferentes (\(\mathbf{z}\mapsto\mathbf{G}\mathbf{z}\)). Para comparar redes, compare planos, não coordenadas — ou fixe uma convenção de eixos, que é o que a PCA fará: eixos ortonormais, ordenados pela variância.
Autoencoder linear: \(\mathbf{y}_n=\mathbf{W}\mathbf{V}\mathbf{x}_n\). Pela invariância por \(\mathbf{G}\), podemos escolher o par mais conveniente.
Suposição 1 — pesos amarrados. Uma só matriz \(\mathbf{U}\in\mathbb{R}^{D\times M}\): \(\mathbf{W}=\mathbf{U}\), \(\mathbf{V}=\mathbf{U}^T\). Então \[ \mathbf{z}_n=\mathbf{U}^T\mathbf{x}_n,\qquad \mathbf{y}_n=\mathbf{U}\mathbf{U}^T\mathbf{x}_n . \]
Suposição 2 — base ortonormal. \(\mathbf{U}^T\mathbf{U}=\mathbf{I}\): colunas \(\mathbf{u}_1,\dots,\mathbf{u}_M\) ortonormais. Todo plano tem uma base assim; \(z_{ni}=\mathbf{x}_n^T\mathbf{u}_i\) é a coordenada ao longo de \(\mathbf{u}_i\), e \(\mathbf{U}\mathbf{U}^T\mathbf{x}_n\) é a projeção ortogonal no plano.
Nota
As suposições simplificam as contas. O Passo 1 vai mostrar que elas não custam nada: fixado o plano, são a melhor escolha.
Acrescentar \(\mathbf{u}_{M+1},\dots,\mathbf{u}_D\) até uma base ortonormal de \(\mathbb{R}^D\). Escrevendo o ponto e a reconstrução na mesma base, separados em “no plano” e “fora”: \[ \begin{aligned} \mathbf{x}_n &= \sum_{i=1}^M(\mathbf{x}_n^T\mathbf{u}_i)\,\mathbf{u}_i &&+ \sum_{i=M+1}^D(\mathbf{x}_n^T\mathbf{u}_i)\,\mathbf{u}_i &&\text{(exato)}\\ \tilde{\mathbf{x}}_n &= \sum_{i=1}^M z_{ni}\,\mathbf{u}_i &&+ \sum_{i=M+1}^D b_i\,\mathbf{u}_i &&\text{(}z_{ni}\text{ livre por ponto; } b_i\text{ constante, o viés)} \end{aligned} \]
Subtraindo coordenada a coordenada: \[ \mathbf{x}_n-\tilde{\mathbf{x}}_n=\sum_{i=1}^M\underbrace{(\mathbf{x}_n^T\mathbf{u}_i-z_{ni})}_{\text{erro no plano}}\mathbf{u}_i+\sum_{i=M+1}^D\underbrace{(\mathbf{x}_n^T\mathbf{u}_i-b_i)}_{\text{erro fora}}\mathbf{u}_i, \qquad J = \frac1N\sum_{n}\|\mathbf{x}_n-\tilde{\mathbf{x}}_n\|^2 . \]
\(J\) é o erro \(E\) do autoencoder, a menos de \(\tfrac12\) e \(N\) (PRML §12.1.2).
Numa base ortonormal, a norma ao quadrado é a soma dos quadrados dos coeficientes (Pitágoras): \[ \Big\|\sum_i a_i\mathbf{u}_i\Big\|^2=\sum_i\sum_j a_ia_j\,\underbrace{\mathbf{u}_i^T\mathbf{u}_j}_{\delta_{ij}}=\sum_i a_i^2 . \]
Aplicando ao erro do slide anterior, com \(a_i\) os coeficientes “erro no plano” e “erro fora”: \[ J=\frac1N\sum_{n}\Big[\sum_{i=1}^M(\mathbf{x}_n^T\mathbf{u}_i-z_{ni})^2+\sum_{i=M+1}^D(\mathbf{x}_n^T\mathbf{u}_i-b_i)^2\Big]. \]
Cada termo tem uma só incógnita:
Importante
Sobra \(\mathbf{x}_n-\tilde{\mathbf{x}}_n=\sum_{i>M}\big((\mathbf{x}_n-\bar{\mathbf{x}})^T\mathbf{u}_i\big)\mathbf{u}_i\): erro só fora do plano. Melhor reconstrução \(=\) projeção ortogonal.
Passo 2. Substituindo em \(J\), com \(\mathbf{S}\) a covariância amostral: \[ J=\frac1N\sum_{n}\sum_{i=M+1}^D\big((\mathbf{x}_n-\bar{\mathbf{x}})^T\mathbf{u}_i\big)^2=\sum_{i=M+1}^D\mathbf{u}_i^T\mathbf{S}\mathbf{u}_i \] — a variância nas direções descartadas.
Passo 3. Somando todas as direções, \(\sum_{i=1}^D\mathbf{u}_i^T\mathbf{S}\mathbf{u}_i=\mathrm{tr}(Q^T\mathbf{S}Q)=\mathrm{tr}(\mathbf{S})\), que não depende da base. Logo \[ J=\mathrm{tr}(\mathbf{S})-\sum_{i=1}^M\mathbf{u}_i^T\mathbf{S}\mathbf{u}_i . \]
Importante
Minimizar o erro \(=\) maximizar a variância retida. No Problema-Fio: \(1{,}00+1{,}00=1{,}79+0{,}21=2{,}00\). Falta: qual plano maximiza \(\sum_{i\le M}\mathbf{u}_i^T\mathbf{S}\mathbf{u}_i\)? (Mecanismo II.)
Do Mecanismo I: maximizar a variância retida. Comece por \(M=1\).
\(\{\mathbf{x}_n\}\subset\mathbb{R}^D\); projetar sobre direção unitária \(\mathbf{u}_1\) (\(\mathbf{u}_1^T\mathbf{u}_1=1\)). Variância projetada: \[ \frac1N\sum_n\{\mathbf{u}_1^T\mathbf{x}_n-\mathbf{u}_1^T\bar{\mathbf{x}}\}^2=\mathbf{u}_1^T\mathbf{S}\mathbf{u}_1 \]
\(\mathbf{S}\) é sempre simétrica (\(\mathbf{S}=\mathbf{S}^T\)) e semidefinida positiva (\(\mathbf{v}^T\mathbf{S}\mathbf{v}=\frac1N\sum_n[\mathbf{v}^T(\mathbf{x}_n-\bar{\mathbf{x}})]^2\ge0\)).
O problema restrito. Sem restrição não há máximo (\(c\,\mathbf{u}_1\) multiplica a variância por \(c^2\)). Só a direção importa, então fixamos o comprimento: \[ \max_{\mathbf{u}_1}\ \mathbf{u}_1^T\mathbf{S}\mathbf{u}_1 \qquad\text{s.a.}\qquad \mathbf{u}_1^T\mathbf{u}_1=1 . \]
A Lagrangeana. Objetivo \(+\) multiplicador \(\times\) restrição escrita como “\(=0\)”: \[ \mathcal{L}(\mathbf{u}_1,\lambda_1)=\mathbf{u}_1^T\mathbf{S}\mathbf{u}_1+\lambda_1\big(1-\mathbf{u}_1^T\mathbf{u}_1\big). \]
Derivadas nulas. Em \(\lambda_1\): devolve a restrição. Em \(\mathbf{u}_1\): \[ 2\mathbf{S}\mathbf{u}_1-2\lambda_1\mathbf{u}_1=\mathbf{0}\ \Longrightarrow\ \mathbf{S}\mathbf{u}_1=\lambda_1\mathbf{u}_1, \qquad \mathbf{u}_1^T\mathbf{S}\mathbf{u}_1=\lambda_1\mathbf{u}_1^T\mathbf{u}_1=\lambda_1 . \]
Importante
\(\mathbf{S}\) simétrica \(\Rightarrow\) autovalores reais, autovetores ortogonais (Teorema Espectral). Máximo quando \(\mathbf{u}_1\) = autovetor do maior autovalor.
Nota
Teorema (PCA, máxima variância): o subespaço de dimensão \(M\) que maximiza a variância projetada total é gerado pelos \(M\) autovetores de \(\mathbf{S}\) com os \(M\) maiores autovalores.
Ferramenta — soma de matrizes de posto 1 (Teorema Espectral, \(\mathbf{S}=Q\Lambda Q^T\) escrito coluna a coluna): \[ \mathbf{S}=\sum_{i=1}^{D}\lambda_i\,\mathbf{u}_i\mathbf{u}_i^T, \qquad \lambda_1\ge\dots\ge\lambda_D\ge0 \;\;(\mathbf{S}\succeq0). \]
Para \(\mathbf{u}\) unitário, com \(c_i=\mathbf{u}_i^T\mathbf{u}\): \[ \mathbf{u}^T\mathbf{S}\mathbf{u}=\sum_i\lambda_i c_i^2,\qquad \sum_i c_i^2=\|Q^T\mathbf{u}\|^2=1 \] — uma média ponderada dos autovalores.
Onde paramos: \(\mathbf{u}^T\mathbf{S}\mathbf{u}=\sum_i\lambda_i c_i^2\), com \(\sum_i c_i^2=1\).
Aviso
A indução prova a construção sequencial. Que nenhum subespaço de dimensão \(M\) escolhido de uma vez supere \(\lambda_1+\dots+\lambda_M\) é o princípio de Ky Fan (1949), citado sem prova.
\(\lambda_1=13{,}2816\) (\(44{,}27\%\)), \(\lambda_2=5{,}6914\) (\(18{,}97\%\)) — juntos, \(63{,}24\%\) da variância total de \(30\) atributos, em só \(2\) números, sem usar diagnosis.
Nota
Teorema (PCA, erro mínimo; PRML §12.1.2): o mesmo subespaço principal minimiza \(J\), com \(J^\star=\sum_{i=M+1}^D\lambda_i\) — a variância dos autovalores descartados.
O multiplicador de Lagrange \(\lambda_1\) é só um artifício técnico da restrição, ou carrega significado próprio?
Releia o Passo 4: o que \(\lambda_1\) passa a representar depois de pré-multiplicar a equação por \(\mathbf{u}_1^T\)?
Resposta — o significado de \(\lambda_1\)
Voltando à pergunta: carrega significado pleno — \(\lambda_1\) é exatamente a variância que sobra depois de projetar na melhor direção possível.
Nota
Teorema (Bourlard & Kamp 1988; Baldi & Hornik 1989; via DLFC §19.1.1, p. 565): com ativação linear, \(E(\mathbf{w})\) tem mínimo global único (a menos de reparametrização), realizando a projeção sobre o subespaço dos \(M\) primeiros componentes principais. Pesos não precisam ser ortogonais/normalizados.
Ativação linear, sem viés: \(\mathbf{x}\mapsto\mathbf{A}\mathbf{x}\), \(\mathbf{A}=\mathbf{W}\mathbf{V}\), \(\mathrm{posto}(\mathbf{A})\le M\) — e toda matriz de posto \(\le M\) é alcançável (fatorar \(\mathbf{A}=\mathbf{W}\mathbf{V}\)).
Reconstruções em \(\mathcal{C}(\mathbf{A})\), dimensão \(\le M\) \(\Rightarrow\) erro \(\ge\) erro da projeção ortogonal (Passo 1, Mecanismo I) \(\ge\) erro do subespaço principal (Mecanismos I e II).
Importante
Mínimo global de \(E\): \(\mathbf{A}=\mathbf{U}_M\mathbf{U}_M^T\), projeção sobre o subespaço principal. Infinitas fatorações \(\mathbf{W}\mathbf{V}\) (invariância por \(\mathbf{G}\)) \(\Rightarrow\) pesos não precisam ser ortonormais. \(\blacksquare\)
Aviso
DLFC, p. 565: ativação não linear (ex.: sigmoide) na mesma arquitetura rasa \(D\)-\(M\)-\(D\) ainda dá o subespaço de PCA.
Se as unidades ocultas usassem ativação não linear, o mínimo global mudaria de subespaço?
Releia a ressalva do DLFC citada no bloco — ela distingue arquitetura rasa de arquitetura profunda.
Resposta — não linearidade rasa não basta
Voltando à pergunta: não muda — na arquitetura rasa, só a dimensão do gargalo importa, não a não linearidade da ativação; é precisamente por isso que a Aula 7 precisa de mais do que só trocar a ativação.
Nota
Definição (PRML §12.2): \(\mathbf{z}\sim\mathcal{N}(\mathbf{0},\mathbf{I}_M)\), \(\ \mathbf{x}=\mathbf{W}\mathbf{z}+\boldsymbol\mu+\boldsymbol\epsilon\), \(\ \boldsymbol\epsilon\sim\mathcal{N}(\mathbf{0},\sigma^2\mathbf{I}_D)\).
Máxima verossimilhança (Tipping & Bishop, 1999; PRML eq. 12.45–12.46): colunas de \(\mathbf{W}\) nos \(M\) primeiros componentes principais, e \[ \mathbf{C}_{\mathrm{ML}}=\sum_{i=1}^{M}\lambda_i\,\mathbf{u}_i\mathbf{u}_i^T+\sigma^2_{\mathrm{ML}}\sum_{i=M+1}^{D}\mathbf{u}_i\mathbf{u}_i^T, \qquad \sigma^2_{\mathrm{ML}}=\frac{1}{D-M}\sum_{i>M}\lambda_i . \]
Importante
Compare com \(\mathbf{S}=\sum_i\lambda_i\mathbf{u}_i\mathbf{u}_i^T\): a Gaussiana copia \(\mathbf{S}\) nas \(M\) direções principais e achata as outras na média.
Importante
PCA \(=\) ajuste de uma Gaussiana de posto reduzido. PPCA \(=\) o mesmo, com ruído para o que sobra fora do plano. Problema-Fio: \(\sigma^2_{\mathrm{ML}}=\lambda_2=0{,}21\), o erro da reta a \(45°\).
Se a distribuição condicional da PPCA usasse covariância geral em vez de isotrópica, o limite σ²→0 ainda recuperaria a PCA do mesmo jeito?
Pense no papel específico que \(\sigma^2\) (um único escalar) desempenha na demonstração do limite — o argumento depende de haver só um parâmetro de ruído a levar a zero?
Resposta — o papel específico de \(\sigma^2\) isotrópico
Voltando à pergunta: não do mesmo jeito — o argumento depende crucialmente de \(\sigma^2\) ser um único escalar isotrópico; sem essa estrutura específica, o limite “sem ruído” não tem o mesmo significado.
Neural (autoencoder linear: código \(=\) coordenadas num plano) \(\leftrightarrow\) algébrico (mínimo erro) \(\leftrightarrow\) geométrico (máxima variância, via Pitágoras) \(\leftrightarrow\) probabilístico (PPCA, MLE, \(\sigma^2\to0\)).
Nota
Não são quatro técnicas que “coincidem por acaso” — são quatro formalizações da mesma pergunta, cada uma revelando algo a mais (algoritmo direto; história geradora + incerteza; ponte para redes neurais).
Toda a aula assumiu estrutura linear (subespaço plano). Numa variedade curva, as quatro ferramentas concordam entre si, mas nenhuma captura a estrutura real — limitação da classe de soluções, não de uma técnica isolada.
1. Espaço latente \(=\) coordenadas num plano \(M\)-dim; dados fixam o plano, não os eixos (\(\mathbf{G}\)). Autoencoder linear aprende o subespaço de PCA (redução).
2. Minimizar erro de reconstrução \(=\) maximizar variância retida (Pitágoras) \(\to\) decomposição espectral de \(\mathbf{S}\), eixos canônicos.
3. PPCA: modelo gerador linear-Gaussiano; MLE recupera PCA clássica em \(\sigma^2\to0\).
4. Limitação comum: só estrutura linear.
Ponte para a Aula 7
Deep Autoencoder (camadas não lineares) + Variational Autoencoder (VAE): mesma variável latente \(\mathbf{z}\), relação não linear com \(\mathbf{x}\); posterior deixa de ter forma fechada \(\Rightarrow\) volta o ELBO da Aula 5, com \(q\) aproximado por rede neural (reparameterization trick).
UNICAMP — Instituto de Computação