Soluções — Aula 3: Projeções Ortogonais e Subespaços
Gabarito de exercicios.qmd
Dica(Resposta) Teste 1 — Sistemas sobredeterminados e a melhor aproximação
- ✔ Verdadeiro — No regime subdeterminado, se o sistema for solúvel, \(\mathbf{b}\) já está no espaço-coluna de \(A\) — logo a “melhor aproximação” (a projeção de \(\mathbf{b}\) sobre esse espaço) é \(\mathbf{b}\) mesmo, uma das infinitas soluções exatas existentes. A mecânica de minimizar a distância a um ponto fora do subespaço só é não-trivial no regime sobredeterminado, que é o caso desta aula.
- ✔ Verdadeiro — Se \(\mathbf{y}\in\text{col}(X)\), o ponto de \(\text{col}(X)\) mais próximo de \(\mathbf{y}\) é o próprio \(\mathbf{y}\) (distância zero) — o caso extremo em que a projeção é trivial e o sistema \(X\mathbf{w}=\mathbf{y}\) tem solução exata.
- ✔ Verdadeiro — A mecânica de projeção ortogonal não depende do domínio dos dados — só da estrutura \(N\gg d\) (mais equações que incógnitas). Qualquer sistema sobredeterminado, seja de preços de imóveis ou de demanda de energia, é resolvido pela mesma matemática de projeção ortogonal apresentada nesta aula.
- ✗ Falso — A ausência de solução exata não torna a escolha de \(\mathbf{w}\) irrelevante — pelo contrário, é exatamente por isso que existe uma noção precisa de “melhor” \(\mathbf{w}\) (o que minimiza \(\|\mathbf{y}-X\mathbf{w}\|\)), e \(\mathbf{w}\)’s distantes desse ótimo produzem erros muito maiores do que o \(\hat{\mathbf{w}}\) ajustado por mínimos quadrados.
Dica(Resposta) Teste 2 — A intuição da sombra
- ✔ Verdadeiro — Só a projeção perpendicular minimiza a distância — é a mesma geometria do Teorema de Pitágoras: a hipotenusa de um triângulo formado por um ângulo oblíquo é maior do que o cateto perpendicular. Uma luz oblíqua fixa produz, em geral, um ponto de chegada mais distante de \(\mathbf{y}\) do que a projeção ortogonal.
- ✔ Verdadeiro — Se \(U=V\), todo ponto do espaço já pertence a \(U\); logo sua “sombra” (o ponto de \(U\) mais próximo dele mesmo) é ele próprio, com resíduo nulo — não há nada fora de \(U\) para projetar.
- ✔ Verdadeiro — Técnicas de redução de dimensionalidade (como PCA) projetam vetores de alta dimensão sobre um subespaço de menor dimensão que retém o máximo de informação — a mesma operação geométrica da “sombra”, com o subespaço escolhido de forma a minimizar a perda de informação em agregado, não só para um único vetor.
- ✗ Falso — Minimizar a distância até \(\mathbf{y}\) e minimizar a norma do próprio ponto do subespaço são critérios completamente independentes. A projeção \(\hat{\mathbf{y}}\) pode ter norma grande ou pequena, dependendo de onde \(\mathbf{y}\) está — o único critério que importa é a proximidade a \(\mathbf{y}\), não o tamanho do ponto escolhido.
Dica(Resposta) Teste 3 — Subespaços e o complemento ortogonal
- ✔ Verdadeiro — A fórmula \(\dim(U^\perp)=D-\dim(U)\) depende só da dimensão de \(U\) e do espaço ambiente, não de qual subespaço específico \(U\) é. Dois subespaços diferentes de mesma dimensão \(M\) têm complementos ortogonais de mesma dimensão \(D-M\), mesmo sendo conjuntos distintos (a menos que \(U=W\)).
- ✔ Verdadeiro — Se \(U=V\) (dimensão \(M=D\)), o único vetor ortogonal a todo vetor de \(V\) é o próprio vetor nulo — logo \(U^\perp=\{\mathbf{0}\}\), de dimensão \(D-M=0\), consistente com a fórmula geral.
- ✔ Verdadeiro — Qualquer decomposição ortogonal de um espaço em “dentro de um subespaço” e “fora dele” segue exatamente a estrutura \(V=U\oplus U^\perp\): união disjunta (a menos do vetor nulo) e soma que recompõe o vetor original de forma única.
- ✗ Falso — A unicidade é específica da decomposição em \(U\) e seu complemento ortogonal \(U^\perp\) — não da decomposição em quaisquer dois vetores de \(V\) que somem o vetor original. Existem infinitas formas de escrever um vetor como soma de dois vetores arbitrários de \(V\) (basta escolher um deles livremente e o outro como a diferença); só a decomposição \(U\oplus U^\perp\) específica é única.
Dica(Resposta) Teste 4 — Definição formal de projeção
- ✔ Verdadeiro — Como \(\pi\) mapeia \(V\) sobre \(U\) (é sobrejetora em \(U\)), todo \(\mathbf{u}\in U\) pode ser escrito como \(\mathbf{u}=\pi(\mathbf{v})\) para algum \(\mathbf{v}\in V\). Aplicando o operador novamente: \(\pi(\mathbf{u})=\pi(\pi(\mathbf{v}))=\pi^2(\mathbf{v})=\pi(\mathbf{v})=\mathbf{u}\), exatamente devido à propriedade fundamental de idempotência \(\pi^2=\pi\) (ou em notação matricial, \(P^2=P\)). (ver Convenções em
exercicios.qmd). - ✔ Verdadeiro — \(P_\pi=I\) significa que \(P_\pi\mathbf{x}=\mathbf{x}\) para todo \(\mathbf{x}\) — ou seja, todo vetor já é sua própria projeção, o que só ocorre quando o subespaço de projeção é o espaço inteiro (\(U=V\)), o mesmo caso-limite do bloco anterior (subespaços e complemento ortogonal).
- ✔ Verdadeiro — “Manter algumas componentes e zerar as demais” é exatamente a definição de uma projeção sobre o subespaço gerado pelas componentes retidas — aplicar essa operação duas vezes dá o mesmo resultado que aplicá-la uma vez (\(\pi^2=\pi\)), a assinatura algébrica de toda projeção.
- ✗ Falso — Idempotência (\(P^2=P\)) e simetria são propriedades independentes. Existem projeções oblíquas — idempotentes, mas não simétricas — que projetam sobre um subespaço numa direção diferente da perpendicular. Só as projeções ortogonais (as desta aula, definidas via produto interno) são necessariamente simétricas; a definição geral de projeção (\(\pi^2=\pi\)) não exige isso.
Dica(Resposta) Teste 5 — Derivação das Equações Normais
- ✔ Verdadeiro — A prova de que o resíduo é ortogonal a todo o espaço-coluna argumenta que basta checar a ortogonalidade coluna a coluna porque toda combinação linear das colunas herda a ortogonalidade — mas isso exige que a ortogonalidade valha para uma base completa de \(\text{col}(X)\) (todas as \(d\) colunas, se forem linearmente independentes). Checar só um subconjunto deixaria direções de \(\text{col}(X)\) sem garantia de ortogonalidade.
- ✔ Verdadeiro — Com \(d=1\), \(X^TX=\mathbf{x}^T\mathbf{x}\) é um escalar (positivo, se \(\mathbf{x}\ne\mathbf{0}\)), e \(X^T\mathbf{y}=\mathbf{x}^T\mathbf{y}\) também é escalar. Isolando \(\hat{w}\) obtemos exatamente a fórmula de projeção sobre uma reta — o caso unidimensional do qual a fórmula geral das Equações Normais é a generalização.
- ✔ Verdadeiro — Nesse problema, \(X\) é o vetor-coluna de todos os \(1\)’s (\(\mathbf{x}=\mathbf{1}\)), e a fórmula do item (b) dá \(\hat\theta=\dfrac{\mathbf{1}^T\mathbf{y}}{\mathbf{1}^T\mathbf{1}}=\dfrac{\sum_i y_i}{N}\) — exatamente a média aritmética das leituras.
- ✗ Falso — Ortogonalidade entre apenas duas colunas \(i\) e \(j\) zera só a entrada \((i,j)\) de \(X^TX\). Se \(X\) tiver outras colunas não ortogonais a \(i\) ou \(j\), as equações para \(\hat{w}_i\) e \(\hat{w}_j\) continuam acopladas através dessas outras colunas — só a ortogonalidade mútua entre todas as colunas (deixando \(X^TX\) inteiramente diagonal) desacopla completamente o sistema, não a ortogonalidade de um único par.
Dica(Resposta) Teste 6 — Invertibilidade de \(X^TX\) e a pseudo-inversa
- ✔ Verdadeiro — O sistema \(X^TX\hat{\mathbf{w}}=X^T\mathbf{y}\) é sempre consistente, mesmo com \(X^TX\) singular, porque \(X^T\mathbf{y}\) está sempre no espaço-linha de \(X^TX\) (um fato geral de álgebra linear: \(\text{col}(X^TX)=\text{col}(X^T)\)). Existem soluções — só não uma única, como no caso de multicolinearidade exata descrito nas Convenções (a coluna duplicada).
- ✔ Verdadeiro — \(X^TX=\mathbf{x}^T\mathbf{x}=\|\mathbf{x}\|^2>0\) sempre que \(\mathbf{x}\ne\mathbf{0}\) — um escalar positivo é trivialmente invertível (basta dividir por ele).
- ✔ Verdadeiro — A pseudo-inversa “ingênua” apresentada nesta aula (\((X^TX)^{-1}X^T\)) exige \(X^TX\) invertível; quando isso falha (posto deficiente), a pseudo-inversa de Moore-Penrose (definida via SVD, tema de aula futura) generaliza o conceito para qualquer matriz, cheia ou deficiente em posto.
- ✗ Falso — \(X\cdot(X^TX)^{-1}X^T = P_\pi\), a matriz de projeção sobre \(\text{col}(X)\) — não a identidade, a menos que \(N=d\) (caso em que \(\text{col}(X)\) já é o espaço inteiro). Em geral (\(N>d\), o caso desta aula), \(P_\pi\) tem posto \(d<N\), logo é necessariamente singular, nunca a identidade. “Pseudo” no nome existe justamente porque ela não tem todas as propriedades de uma inversa verdadeira.
Dica(Resposta) Teste 7 — Aplicação numérica e verificação de ortogonalidade
- ✔ Verdadeiro — Eliminação de Gauss, inversão explícita e
lstsqresolvem a mesma equação matemática (as Equações Normais, ou o problema de mínimos quadrados equivalente); diferem apenas no algoritmo numérico usado, não no resultado exato. - ✔ Verdadeiro — Com \(\mathbf{y}=\mathbf{0}\), \(X^T\mathbf{y}=\mathbf{0}\), e a equação fica \(X^TX\hat{\mathbf{w}}=\mathbf{0}\). Como \(X^TX\) é invertível (posto completo), a única solução desse sistema homogêneo é \(\hat{\mathbf{w}}=\mathbf{0}\).
- ✔ Verdadeiro — A verificação de ortogonalidade do resíduo é uma identidade algébrica geral, consequência das Equações Normais — vale para qualquer \(X\) e \(\mathbf{y}\), não é específica do exemplo do California Housing.
- ✗ Falso — Ortogonalidade do resíduo é garantida sempre que \(\hat{\mathbf{w}}\) resolve as Equações Normais, independentemente de quão informativos são os atributos escolhidos — como mostra o próprio exemplo do California Housing (ver Convenções em
exercicios.qmd): resíduo ortogonal a cada coluna, mas \(R^2\approx 0{,}518\) (o modelo só explica pouco mais da metade da variação deMedHouseVal). Ortogonalidade garante otimalidade dentro do subespaço disponível, não suficiência dos atributos escolhidos.
Dica(Resposta) Teste 8 — \(R^2\) e o que a ortogonalidade do resíduo garante
- ✔ Verdadeiro — A ortogonalidade do resíduo é uma consequência direta de \(\hat{\mathbf{w}}\) resolver as Equações Normais — não depende do valor de \(R^2\). Mesmo um ajuste inútil (\(R^2=0\), equivalente a prever sempre a média) mantém essa propriedade, se for o \(\hat{\mathbf{w}}\) ótimo dentro de \(\text{col}(X)\).
- ✔ Verdadeiro — \(R^2=1\) significa que toda a variação de \(\mathbf{y}\) é explicada pelo modelo, ou seja, a soma dos quadrados dos resíduos é zero — e a única forma de a soma de quadrados ser zero é o próprio vetor resíduo ser nulo.
- ✔ Verdadeiro — A mesma lógica do item (a) deste bloco se aplica a qualquer conjunto de atributos, incluindo um único atributo claramente insuficiente: a ortogonalidade do resíduo é garantida pela derivação matemática, não pelo poder explicativo do(s) atributo(s) escolhido(s).
- ✗ Falso — É exatamente o oposto do que o item (a) deste bloco já mostrou: com \(\hat{\mathbf{w}}\) corretamente calculado (verificado contra métodos numéricos independentes e via ortogonalidade do resíduo), o \(R^2\approx 0{,}518\) reflete uma limitação dos atributos disponíveis (só 4, faltando localização, qualidade da construção etc.), não um erro de cálculo — a ortogonalidade do resíduo é, na verdade, evidência de que o cálculo está correto, não de que o ajuste é bom.
Dica(Resposta) Teste 9 — Posto e multicolinearidade exata
- ✔ Verdadeiro — Qualquer múltiplo escalar não-nulo de uma coluna já existente (positivo, negativo, fração) é uma combinação linear exata dessa coluna — não acrescenta nenhuma direção independente ao espaço-coluna. O valor específico do múltiplo (2, \(-5\), ou qualquer outro não-nulo) não importa para o efeito sobre o posto.
- ✔ Verdadeiro — Se todas as colunas são múltiplos de uma mesma direção, o espaço-coluna gerado é uma única reta — dimensão \(1\) — não importa quantas colunas (\(d\)) existam repetindo essencialmente a mesma informação.
- ✗ Falso — Celsius e Fahrenheit se relacionam por \(F=\frac{9}{5}C+32\) — uma transformação afim, com um deslocamento constante (\(+32\)), não uma relação puramente linear (múltiplo escalar) como \(2\times\)
AveRooms. Como vetores-coluna, \(F_{\text{col}}\ne \lambda\, C_{\text{col}}\) para nenhum escalar \(\lambda\) (a menos que todas as entradas de \(C_{\text{col}}\) sejam iguais, caso degenerado); a dependência linear só apareceria se a matriz de design já tivesse uma coluna constante (intercepto). Sem esse intercepto, as colunas de Celsius e Fahrenheit são, em geral, linearmente independentes — o mecanismo não é “o mesmo princípio” da coluna duplicada exata. - ✗ Falso — É o oposto: como a coluna redundante não acrescenta nenhuma direção nova, \(\text{col}(X)\) não muda ao removê-la — a projeção \(\hat{\mathbf{y}}\) (e portanto a qualidade das previsões) permanece exatamente a mesma. O que se perde ao remover é só a ambiguidade na distribuição do peso entre a coluna original e sua cópia, não capacidade preditiva.
Dica(Resposta) Teste 10 — Quase-multicolinearidade e número de condição
- ✔ Verdadeiro — Para o sistema linear de mínimos quadrados, o erro em \(\hat{\mathbf{w}}\) decorrente de uma perturbação em \(\mathbf{y}\) é (aproximadamente) proporcional ao tamanho da perturbação, com o número de condição como fator de amplificação — dobrar ou multiplicar por 10 o tamanho do ruído tende a escalar proporcionalmente o efeito sobre \(\hat{\mathbf{w}}\), não a atenuá-lo.
- ✔ Verdadeiro — O número de condição de \(X^TX\) tende a infinito exatamente quando seu menor autovalor tende a zero — o limite em que a matriz se torna singular (determinante zero). É a mesma transição gradual entre o caso de quase-multicolinearidade (posto completo, mas mal-condicionada) e o caso de multicolinearidade exata (posto deficiente) descritos nas Convenções acima.
- ✔ Verdadeiro — O mecanismo da quase-multicolinearidade (quase-dependência entre colunas \(\Rightarrow\) \(X^TX\) mal-condicionada \(\Rightarrow\) pesos instáveis) não depende do domínio dos dados, só da estrutura de correlação entre atributos — o mesmo problema apareceria com qualquer par de atributos fortemente correlacionados, financeiro ou não.
- ✗ Falso — O número de condição mede a instabilidade da decomposição \(\hat{\mathbf{w}}\), não da projeção \(\hat{\mathbf{y}}\) em si — o padrão de “projeção estável, decomposição instável” visto no exemplo do California Housing (ver Convenções). Comparar números de condição entre modelos com números de atributos diferentes não permite concluir nada diretamente sobre a estabilidade das respectivas previsões \(\hat{\mathbf{y}}\).
Dica(Resposta) Teste 11 — A matriz de projeção \(P_\pi\)
- ✔ Verdadeiro — A derivação da matriz de projeção não depende de nenhuma particularidade de \(X\) — vale para qualquer matriz com colunas linearmente independentes. Substituir \(X\) por \(Z\) reproduz exatamente a mesma fórmula e a mesma propriedade de idempotência.
- ✔ Verdadeiro — Com \(X^TX=I\), a fórmula \(P_\pi=X(X^TX)^{-1}X^T\) se reduz a \(P_\pi=XI^{-1}X^T=XX^T\) — o caso particular em que a base do subespaço já é ortonormal.
- ✔ Verdadeiro — PCA projeta os dados sobre o subespaço gerado pelas \(k\) componentes principais — uma projeção ortogonal, com a mesma matriz de projeção idempotente e simétrica derivada nesta aula (com as componentes principais no papel das colunas de \(X\), assumidas ortonormais).
- ✗ Falso — A premissa “toda matriz quadrada invertível que satisfaz \(P^2=P\) só pode ser a identidade” é verdadeira, mas inaplicável a \(P_\pi\): quando \(N>d\) (o caso desta aula), \(P_\pi\) tem posto \(d<N\) — logo é singular, nunca invertível, e portanto nunca pode ser a identidade, independentemente do posto de \(X\). \(P_\pi\) só coincidiria com a identidade no caso degenerado \(N=d\) (quando \(\text{col}(X)\) já é o espaço inteiro).
Dica(Resposta) Teste 12 — Síntese: da falta de solução ao número de condição
- ✔ Verdadeiro — Uma fórmula exata (via autovalores) substitui a necessidade de medir empiricamente o número de condição por perturbação repetida — mas não torna inválido usar a perturbação como demonstração pedagógica do efeito prático de um número de condição alto, que é exatamente o papel que ela teve no exemplo do California Housing descrito nas Convenções acima.
- ✔ Verdadeiro — Colunas ortonormais implicam \(X^TX=I\), cujos autovalores são todos iguais a \(1\); o número de condição (razão entre maior e menor autovalor) é \(1/1=1\), o valor mínimo possível — o caso oposto extremo à quase-singularidade discutida acima.
- ✔ Verdadeiro — Padronizar os atributos muda as escalas relativas das colunas de \(X\) (e, portanto, os autovalores de \(X^TX\)), sem mudar quais colunas são linearmente (in)dependentes — o posto é preservado, mas o número de condição pode melhorar ou piorar, dependendo da estrutura de correlação e escala originais dos dados.
- ✗ Falso — “Mais simples de descrever” não é o mesmo que “mais estável de calcular”. Quando \(X^TX\) está mal-condicionada (como no exemplo de quase-multicolinearidade acima), inverter \(X^TX\) diretamente amplifica erros numéricos; métodos que evitam formar \(X^TX\) explicitamente (decomposição \(QR\), SVD — temas futuros do curso) são numericamente mais recomendados nesse regime, mesmo resolvendo, em teoria, a mesma equação.