Instituto de Computação
Série de seminários
Coordenadora: Islene Calciolari Garcia

 


Pac-Man está com fome: uma abordagem motivacional para modelagem de comportamento em agentes de Atari
 Maria Gabriela Valeriano - IC Unicamp
Dia 27/3/2026 às 14h - Auditório do IC-3

A motivação desempenha um papel central na tomada de decisão humana, no direcionamento da atenção, na expectativa de recompensa esperada e na escolha da ação em cenários complexos. Contudo, na maior parte dos sistemas de aprendizado por reforço, a recompensa é reduzida a sinais externos fixos. Neste trabalho, nós investigamos como diferentes teorias da motivação, derivadas da neurociência comportamental, alteram o comportamento de um agente quando integradas ao seu processo de aprendizado.

Bacharel em Ciências Moleculares pela USP (2017) e doutora em Ciências pela Unifesp-ITA (2024). Atualmente atua como pesquisadora de pós-doutorado no Instituto de Computação, onde está vinculada ao Hub de Inteligência Artificial e Arquiteturas Cognitivas. No seu trabalho estuda teorias motivacionais e sua modelagem computacional.

 


Projeto Araceli: Inteligência Artificial no Combate ao Abuso Sexual Infantil
Carlos Caetano - IC Unicamp
Dia 20/3/2026 às 14h - Auditório do IC-3

O Projeto Araceli é uma iniciativa de pesquisa voltada ao combate à exploração e abuso sexual infantil (do inglês, Child Sexual Abuse Material - CSAM) por meio de técnicas avançadas de Inteligência Artificial. O projeto busca criar métodos capazes de analisar imagens de forma segura, eficiente e eticamente responsável, apoiando investigações conduzidas por órgãos como a Polícia Federal e a Polícia Científica de São Paulo. Um dos pilares do projeto é o uso de proxy tasks, isto é, tarefas intermediárias que permitem aprender representações relevantes sem depender diretamente do conteúdo sensível. Essas representações funcionam como substitutos informativos do conteúdo visual bruto, possibilitando o desenvolvimento e a avaliação de modelos de forma mais segura, interpretável e compatível com as restrições legais e éticas do domínio, além de favorecer a generalização em cenários com poucos dados.

Carlos Caetano é pesquisador de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tendo realizado parte do doutorado no INRIA Sophia Antipolis – Méditerranée, na França. Possui mestrado em Ciência da Computação e graduação em Sistemas de Informação. Sua pesquisa está na interseção entre visão computacional, reconhecimento de padrões e aprendizado de máquina, com foco em representações estruturadas, como scene graphs, e aprendizado multimodal.

 


 Extensão de Emparelhamentos em Grafos
Alessandra Aparecida Pereira - Doutoranda IC
Dia 13/3/2026 às 14h - Auditório do IC-3

Na área de Teoria dos Grafos, problemas relacionados à extensão de emparelhamentos a emparelhamentos perfeitos têm sido amplamente estudados, tanto por seu interesse teórico quanto por suas conexões com propriedades estruturais de grafos. Neste seminário, serão apresentados dois trabalhos motivados pela seguinte questão: em que condições um emparelhamento pode ser estendido a um emparelhamento perfeito quando obstruções locais de vizinhança são excluídas? No primeiro trabalho, introduzimos uma terminologia para esse tipo de emparelhamento e apresentamos uma caracterização estrutural para alguns casos. No segundo, investigamos essa questão em uma classe específica de grafos, o produto cartesiano entre hipercubos e caminhos, obtendo limitantes para o tamanho dos emparelhamentos que podem ser estendidos.

Alessandra Aparecida Pereira é doutoranda em Ciência da Computação no Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob orientação da Profa. Christiane Neme Campos. É mestra em Ciência da Computação pela UNICAMP e bacharela em Ciência da Computação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás). Entre 2023 e 2024, realizou doutorado sanduíche na Universität Ulm, na Alemanha, com bolsa do DAAD. Atualmente, integra o Laboratório de Otimização e Combinatória (LOCo) do Instituto de Computação da UNICAMP. Sua atuação acadêmica concentra-se em Teoria dos Grafos, com pesquisas sobre conjuntos dominantes, emparelhamentos e propriedades estruturais de grafos.

 


Evoluindo Arquiteturas de Software Nativas na Nuvem
 Prof. Breno Bernard Nicolau de França, docente do IC
Dia 6/3/2026 às 14h - Auditório do IC-3

Enquanto princípios de projeto e arquitetura de software que datam das décadas de 70 e 80 ainda são amplamente desejáveis em arquiteturas de software, tecnologias de nuvem computacional trouxeram soluções interessantes na tentativa de escalar essas soluções e prolongar o ciclo de vida das aplicações ao máximo. Entretanto, esse novo cenário trouxe inúmeros desafios quanto à evolução dessas aplicações e de suas arquiteturas, notadamente a arquitetura de microsserviços. Nessa palestra, mostrarei alguns avanços de pesquisas conduzidas no LASER associadas a essas arquiteturas e práticas de desenvolvimento relacionadas.

Breno é professor do Instituto de Computação (UNICAMP) e coordenador do laboratório de pesquisa LASER (Laboratório de Engenharia e Confiabilidade de Software), pesquisando Engenharia de Software Empírica, Desenvolvimento de Software Contínuo, Arquitetura de Software e Ciência de Dados. Membro da Sociedade Brasileira de Computação. Ele obteve seu doutorado em Engenharia de Sistemas e Ciência da Computação pela COPPE/UFRJ, onde também concluiu pós-doutorado. Possui mestrado e bacharelado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Ao longo dos anos, Breno teve diversas colaborações com organizações públicas e privadas no contexto de Pesquisa e Desenvolvimento para aquisição, avaliação e transferência de tecnologia apoiada por métodos experimentais, melhoria de processos de software e ensino e treinamento em Engenharia de Software

 


Enshittificação de Software ou Liberdade? Não é uma escolha difícil!
Alexandre Oliva
Dia 27/2/2026 às 14h - Auditório do IC-3

Software não-livre subjuga usuários, e isso já é ruim, mas não é como se não desse pra piorar. Quanto mais fácil for para que outros imponham suas escolhas de versões do software a um usuário, mais poderão enshittificar o software para melhor servir a si mesmos, em vez de ao usuário, e mais eles poderão prejudicar a computação do usuário. Isso ocorre com os sistemas operacionais dominantes nas estações de trabalho e nas tornozeleiras de bolso (espertinhomóveis), por conta de suas atualizações obrigatórias, mas usuários ficam ainda mais sujeitos à emboscada usando web apps baixados de servidores alheios, contando com SaaSS, ou usando dispositivos e eletrodomésticos espertinhos sob controle remoto. Mesmo usando software local sem atualização automática, usuários podem ser enganados ou coagidos a migrar para versões enshittificadas, inclusive de microcódigo, firmware e controladores. Essas modalidades de adubação orgânica do software são um embuste, mas será que basta usar software livre para se defender?

Ativista e desenvolvedor profissional de Software Livre. Laureado pela Free Software Foundation pelas contribuições para o Avanço do Software Livre. Orador e conselheiro do Projeto GNU. Conselheiro co-fundador da FSF América Latina e membro da diretoria da FSF original. Co-mantenedor do GNU Linux-libre, IRPF-Livre, GNU Compiler Collection (GCC), GNU binutils e GNU libc. Engenheiro de Computação, Mestre e ex-doutorando em Ciência da Computação na Unicamp.

 


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