Aprendizado Não Supervisionado
2026-09-30
Pergunta: Se eu comprimir um dígito ‘1’ e um ‘7’ em um espaço latente, o que existe exatamente no meio deles?
O que define um “Manifold”?
Se os dados de alta dimensão (ex: 784 pixels) residem em um manifold de baixa dimensão (ex: 10 dimensões), o que acontece com a distância euclidiana entre dois pontos próximos no manifold quando medida no espaço original?
Julgue V ou F
Julgue V ou F — Resposta
Voltando à pergunta: A distância euclidiana no espaço original pode ser enganosa. Dois pontos podem estar próximos no manifold (seguindo a curvatura), mas distantes no espaço original (em linha reta através do “vazio”). O AE tenta aprender a métrica intrínseca do manifold.
O que aconteceria se forçássemos todos os \(\mathbf{z}\) a estarem dentro de um círculo unitário?
Isso resolveria o problema dos “buracos” no espaço latente ou apenas mudaria a escala do problema?
Julgue V ou F
Julgue V ou F — Resposta
Voltando à pergunta: Apenas mudar a escala não resolve. O problema é a topologia do espaço. Podemos ter todos os pontos no círculo, mas com “ilhas” de dados separadas por vastos desertos de baixa probabilidade. Precisamos de uma força que “empurre” as representações para preencher o espaço de forma regular.
A função de custo é um cabo de guerra entre dois termos:
Resultado: Um espaço latente suave, contínuo e centrado.
O Problema: \(\text{Encoder} \to \text{Amostra } \mathbf{z} \to \text{Decoder}\). O gradiente \(\nabla_{\phi}\) para no passo de amostragem (não é diferenciável).
A Solução: Mover a aleatoriedade para fora da rede. \[\mathbf{z} = \boldsymbol\mu + \boldsymbol\sigma \odot \boldsymbol\epsilon, \quad \text{onde } \boldsymbol\epsilon \sim \mathcal{N}(\mathbf{0}, \mathbf{I})\]
O que acontece se removermos o termo KL do VAE?
O modelo ainda consegue gerar imagens? Elas seriam semelhantes às do MNIST?
Julgue V ou F
Julgue V ou F — Resposta
Voltando à pergunta: Se removermos o KL, o VAE vira um AE tradicional com ruído. Ele ainda “gera” algo, mas o espaço latente terá buracos. Se você amostrar um \(\mathbf{z}\) aleatório, as chances de cair num “buraco” são altas, resultando em imagens que não parecem nada com dígitos.
Próximo passo: Redução para Visualização. Sairemos da reconstrução para a preservação de topologia: MDS e t-SNE.
UNICAMP — Instituto de Computação