Supervised Learning
2026-10-04
Onde Paramos na Aula 7
O Paradigma Amostral
O Cenário Experimental (PRML §3.2)
A Reta Média e a Curvatura do Seno
Observe o primeiro painel da figura anterior (Grau 1). Se calculássemos a média de não apenas 50, mas de 1 milhão de conjuntos de dados de treino independentes, a reta média vermelha conseguiria se curvar para passar pelos picos e vales da função senoidal verde? O que esse fato revela sobre a natureza do viés?
V ou F: Aleatoriedade de Estimadores
Julgue V ou F — a questão só conta se acertar os 4 itens:
V ou F: Resposta
Voltando à pergunta: A média de infinitas retas lineares é, obrigatoriamente, outra reta linear (\(\bar{a}x + \bar{b}\)). Por mais dados que coletemos, uma reta jamais se curvará. Essa incapacidade de aproximação é o viés estrutural, que é uma propriedade da classe de hipóteses \(\mathcal{H}\), e não da quantidade de dados disponíveis.
O Que É a Classe de Hipóteses \(\mathcal{H}\)?
O conjunto de todas as funções candidatas que o algoritmo pode escolher: \[\mathcal{H} = \{ h: \mathcal{X} \to \mathcal{Y} \}\]
1. Erro Irredutível (\(\sigma^2\))
2. Viés Estrutural ao Quadrado (\(\text{Bias}^2\))
3. Variância do Estimador (\(\text{Var}\))
Hipóteses do Modelo Gerador
\[y = f(\mathbf{x}) + \epsilon, \quad \mathbb{E}[\epsilon] = 0, \quad \mathbb{E}[\epsilon^2] = \sigma^2, \quad \epsilon \perp \mathcal{D}\]
Abreviando \(f=f(\mathbf{x})\), \(\hat f=\hat f(\mathbf{x};\mathcal{D})\) e \(\bar f=\bar f(\mathbf{x})\):
Substituir \(y=f+\epsilon\): \(\quad y-\hat f=(f-\hat f)+\epsilon\).
Expandir o quadrado: \(\quad (y-\hat f)^2=(f-\hat f)^2+2\epsilon(f-\hat f)+\epsilon^2\).
Linearidade da esperança: \[ \text{EMSE}=\mathbb{E}_{\mathcal{D}}\big[(f-\hat f)^2\big]+2\,\mathbb{E}_{\mathcal{D},\epsilon}\big[\epsilon(f-\hat f)\big]+\mathbb{E}_\epsilon[\epsilon^2]. \]
Independência: \(\ \mathbb{E}[\epsilon(f-\hat f)]=\underbrace{\mathbb{E}[\epsilon]}_{0}\,\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[f-\hat f]=0\) \(\ \) e \(\ \mathbb{E}[\epsilon^2]=\sigma^2\): \[ \text{EMSE}=\mathbb{E}_{\mathcal{D}}\big[(f-\hat f)^2\big]+\sigma^2 . \]
Falta abrir \(\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[(f-\hat f)^2]\).
Somar e subtrair \(\bar f\): \(\quad f-\hat f=\underbrace{(f-\bar f)}_{\text{não depende de }\mathcal{D}}+\underbrace{(\bar f-\hat f)}_{\text{flutua com }\mathcal{D}}\).
Expandir o quadrado: \[ (f-\hat f)^2=(f-\bar f)^2+(\bar f-\hat f)^2+2(f-\bar f)(\bar f-\hat f). \]
Esperança termo a termo: \[ \mathbb{E}_{\mathcal{D}}\big[(f-\hat f)^2\big]=\mathbb{E}_{\mathcal{D}}\big[(f-\bar f)^2\big]+\mathbb{E}_{\mathcal{D}}\big[(\bar f-\hat f)^2\big]+2\,\mathbb{E}_{\mathcal{D}}\big[(f-\bar f)(\bar f-\hat f)\big]. \]
1. Constante: \((f-\bar f)^2\) não depende de \(\mathcal{D}\), logo \(\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[(f-\bar f)^2]=(f-\bar f)^2=\text{Bias}^2\).
2. Definição de variância: \(\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[(\hat f-\bar f)^2]=\text{Var}_{\mathcal{D}}(\hat f)\), pois \(\bar f=\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[\hat f]\).
3. Termo cruzado: \((f-\bar f)\) sai da esperança: \[ \mathbb{E}_{\mathcal{D}}\big[(f-\bar f)(\bar f-\hat f)\big] = 2(f-\bar f)\,\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[\bar f-\hat f]=2(f-\bar f)\big(\bar f-\underbrace{\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[\hat f]}_{=\bar f}\big)=0 . \]
Juntando com o passo anterior: \[ \boxed{\ \text{EMSE}(\mathbf{x})=\underbrace{(f-\bar f)^2}_{\text{Bias}^2}+\underbrace{\mathbb{E}_{\mathcal{D}}[(\hat f-\bar f)^2]}_{\text{Var}}+\underbrace{\sigma^2}_{\text{irredutível}}\ } \]
Por Que o Termo Cruzado se Anula?
Por que o termo \(2(f(x) - \bar{f}(x))\) pôde ser retirado para fora da esperança \(\mathbb{E}_{\mathcal{D}}\) no Passo 3 da dedução? O que aconteceria com a decomposição aditiva se utilizássemos a perda em valor absoluto \(|y - \hat{f}(x)|\) no lugar da perda quadrática?
V ou F: Decomposição do EMSE
Julgue V ou F — a questão só conta se acertar os 4 itens:
V ou F: Resposta
Voltando à pergunta: \(f(x) - \bar{f}(x)\) é constante em relação a \(\mathcal{D}\) (não depende de qual amostra foi sorteada), logo sai da esperança. Sob a perda em valor absoluto \(|y - \hat{f}|\), a desigualdade triangular \(|a+b| \le |a| + |b|\) impede o cancelamento e destrói a decomposição aditiva pura, que é exclusiva de espaços pré-hilbertianos associados à perda quadrática \(L_2\).
O Comportamento dos Componentes com a Capacidade \(M\)
Conta exata para OLS (ESL §7.3, p. 224). Desenho fixo: \(X\in\mathbb{R}^{N\times p}\) fixa, posto \(p\); \(\mathbf{y}=\mathbf{f}+\boldsymbol\epsilon\), \(\text{Cov}(\boldsymbol\epsilon)=\sigma^2I_N\).
Passo 1 — o ajuste é uma matriz vezes \(\mathbf{y}\): \(\quad\hat{\mathbf{y}}=X(X^TX)^{-1}X^T\mathbf{y}=H\mathbf{y}\) (matriz chapéu: a projeção da Aula 5).
Passo 2 — propriedades de \(H\): simétrica; \(H^2=X(X^TX)^{-1}\underbrace{X^TX(X^TX)^{-1}}_{I_p}X^T=H\); \[ \mathrm{tr}(H)=\mathrm{tr}\big(\underbrace{X}_{A}\,\underbrace{(X^TX)^{-1}X^T}_{B}\big)=\mathrm{tr}\big((X^TX)^{-1}X^TX\big)=\mathrm{tr}(I_p)=p . \] Propriedade cíclica: para \(A\in\mathbb{R}^{m\times n}\), \(B\in\mathbb{R}^{n\times m}\), \(\;\mathrm{tr}(AB)=\sum_{i,j}A_{ij}B_{ji}=\mathrm{tr}(BA)\) — aqui troca o traço de uma matriz \(N\times N\) pelo de uma \(p\times p\).
Passo 3 — covariância dos ajustes: \(\text{Cov}(H\mathbf{y})=H\,\text{Cov}(\mathbf{y})\,H^T\), e \(\text{Cov}(\mathbf{y})=\sigma^2I_N\): \[ \text{Cov}(\hat{\mathbf{y}})=\sigma^2HH^T=\sigma^2H^2=\sigma^2H . \]
Passo 4 — somar a diagonal (traço): \[ \sum_{n}\text{Var}(\hat y_n)=\sigma^2\,\mathrm{tr}(H)=\sigma^2p \quad\Longrightarrow\quad \frac1N\sum_{n}\text{Var}(\hat y_n)=\sigma^2\frac{p}{N}\quad\text{(ESL eq. 7.12)}. \]
O Destino dos Componentes quando \(N \to \infty\)
Se tivermos um orçamento limitado e precisarmos decidir entre: - (A) Coletar mais dados de treino para um modelo linear simples (\(p=2\)); - (B) Coletar mais dados de treino para uma rede neural profunda com milhões de parâmetros (\(p=10^7\)).
V ou F: Dinâmica de Capacidade e Dados
Julgue V ou F — a questão só conta se acertar os 4 itens:
V ou F: Resposta
Voltando à pergunta: No cenário (B). A rede neural possui viés baixo e variância inicialmente astronômica decorrente de seus milhões de graus de liberdade. Como a variância decresce com \(O(1/N)\), fornecer dados em abundância ataca exatamente o componente dominante que estava prejudicando o modelo. No cenário (A), o modelo linear já tem variância quase nula; o erro é dominado por viés, que não responde à adição de dados.
Antes: capacidade controlada pelo grau \(M\) (inteiro). Agora: mesma classe, controle contínuo \(\lambda\ge0\). Pergunta: quando \(\lambda\) cresce, o que acontece com viés e variância?
Premissas (as da conta \(\sigma^2p/N\)): \(X\in\mathbb{R}^{N\times p}\) fixa, posto \(p\); \(\mathbf{y}=\mathbf{f}+\boldsymbol\epsilon\), \(\text{Cov}(\boldsymbol\epsilon)=\sigma^2I_N\); \(\mathbf{f}\) pode estar fora do espaço-coluna de \(X\).
Passo 1 — o ajuste é uma matriz vezes \(\mathbf{y}\): \(\quad\hat{\mathbf{y}}_\lambda=X(X^TX+\lambda I_p)^{-1}X^T\mathbf{y}=H_\lambda\mathbf{y}\), com \(H_0=H\) (OLS).
Passo 2 — SVD reduzida \(X=USV^T\) (\(U^TU=I_p\), \(V^TV=VV^T=I_p\), \(s_1\ge\dots\ge s_p>0\)): \(X^TX+\lambda I_p=V(S^2+\lambda I_p)V^T\), logo \[ H_\lambda=USV^T\,V(S^2+\lambda I_p)^{-1}V^T\,VSU^T=U D_\lambda U^T,\qquad h_i(\lambda)=\frac{s_i^2}{s_i^2+\lambda}\in(0,1]. \]
Decomponha \(\mathbf{f}=U\boldsymbol\gamma+\mathbf{f}_\perp\), com \(\boldsymbol\gamma=U^T\mathbf{f}\) e \(U^T\mathbf{f}_\perp=\mathbf{0}\).
Passo 3 — esperança e viés (\(H_\lambda\) fixa, \(\mathbb{E}[\mathbf{y}]=\mathbf{f}\)): \[ \mathbb{E}[\hat{\mathbf{y}}_\lambda]=UD_\lambda U^T(U\boldsymbol\gamma+\mathbf{f}_\perp)=UD_\lambda\boldsymbol\gamma \;\Longrightarrow\; \mathbb{E}[\hat{\mathbf{y}}_\lambda]-\mathbf{f}=U(D_\lambda-I_p)\boldsymbol\gamma-\mathbf{f}_\perp,\quad 1-h_i=\tfrac{\lambda}{s_i^2+\lambda}. \] Termos ortogonais e \(\|U\mathbf{a}\|=\|\mathbf{a}\|\): soma dos vieses\(^2\) \(=\sum_i\big(\tfrac{\lambda}{s_i^2+\lambda}\big)^2\gamma_i^2+\|\mathbf{f}_\perp\|^2\).
Passo 4 — covariância: \(\text{Cov}(\hat{\mathbf{y}}_\lambda)=H_\lambda(\sigma^2I_N)H_\lambda^T=\sigma^2UD_\lambda^2U^T\), traço \(=\sigma^2\sum_ih_i(\lambda)^2\).
Proposição (Ridge em desenho fixo; derivação nossa sobre ESL §3.4.1)
\[ \overline{\text{Bias}^2}(\lambda)=\frac1N\Big[\sum_{i=1}^p\Big(\frac{\lambda}{s_i^2+\lambda}\Big)^2\gamma_i^2+\|\mathbf{f}_\perp\|^2\Big], \qquad \overline{\text{Var}}(\lambda)=\frac{\sigma^2}{N}\sum_{i=1}^p\Big(\frac{s_i^2}{s_i^2+\lambda}\Big)^2 \] (médias sobre os pontos de treino).
Na Proposição, cada direção \(i\) entra com dois fatores que somam 1: \[ \underbrace{\frac{\lambda}{s_i^2+\lambda}}_{\text{fração encolhida}\ \to\ \text{viés}} +\underbrace{\frac{s_i^2}{s_i^2+\lambda}}_{\text{fração mantida}\ \to\ \text{variância}}=1 . \]
Quando \(\lambda\) cresce, a fração encolhida aumenta e a mantida diminui (\(\frac{\mathrm{d}}{\mathrm{d}\lambda}\frac{\lambda}{s_i^2+\lambda}=\frac{s_i^2}{(s_i^2+\lambda)^2}>0\)):
| \(\lambda=0\) (OLS) | \(\lambda\uparrow\) | \(\lambda\to\infty\) | |
|---|---|---|---|
| \(\overline{\text{Bias}^2}\) | \(\|\mathbf f_\perp\|^2/N\) (especificação) | sobe | \(\|\mathbf f\|^2/N\) |
| \(\overline{\text{Var}}\) | \(\sigma^2p/N\) (a conta anterior) | desce | \(0\) |
Leitura MAP (Aula 7): \(\lambda=\sigma^2/\tau^2\). Aumentar \(\lambda\) é confiar mais na priori \(\mathcal N(\mathbf 0,\tau^2I)\): ela não depende de \(\mathcal D\) (menos variância) e puxa para \(\mathbf 0\) seja qual for a verdade (mais viés).
Bishop em desenho fixo: \(N=25\) pontos igualmente espaçados, \(f(x)=\sin(2\pi x)\), \(\sigma=0{,}3\), grau 9 (\(p=10\)). Só o ruído muda entre as 50 réplicas.
Desenho fixo: as curvas abaixo saem direto das fórmulas da Proposição (SVD da matriz de projeto), sem simulação. Eixo invertido em relação ao grau: à esquerda o mais flexível (OLS grau 9), à direita o mais rígido.
Por Que Aceitar Viés se OLS é BLUE?
O Teorema de Gauss-Markov afirma categoricamente que o estimador OLS é o Melhor Estimador Linear Não Enviesado (BLUE). Por que essa garantia formal não impede que o estimador Ridge atinja um erro de predição estritamente menor no mundo real?
Dica para discussão: Qual é a restrição que o acrônimo BLUE impõe à classe de estimadores considerados?
V ou F: Ridge e o Efeito de \(\lambda\)
Julgue V ou F — a questão só conta se acertar os 4 itens:
V ou F: Resposta
Voltando à pergunta: O Teorema de Gauss-Markov restringe sua busca apenas a estimadores não enviesados (\(\text{Bias} = 0\)). O Ridge abandona essa restrição desnecessária: ao aceitar uma dose mínima de viés, ele ganha uma redução gigantesca de variância, vencendo o OLS na soma \(\text{Bias}^2 + \text{Var}\).
Com um conjunto de dados, como saber se o modelo é limitado por viés ou por variância?
Curva de aprendizado (ESL §7.10.1, Fig. 7.8, p. 243). Família e hiperparâmetros fixos; para cada \(N\) numa grade:
Premissas do Bloco 2: \(X\in\mathbb{R}^{N\times p}\) fixa, posto \(p\); \(\mathbf y=\mathbf f+\boldsymbol\epsilon\), \(\text{Cov}(\boldsymbol\epsilon)=\sigma^2I_N\). Ajuste OLS: \(\hat{\mathbf y}=H\mathbf y\), com \(H=X(X^TX)^{-1}X^T\) (matriz chapéu; \(\mathrm{tr}(H)=p\)). Seja \(B=\frac1N\|(I-H)\mathbf f\|^2\) o viés\(^2\) médio nos pontos de treino. Demonstrações nas notas.
Erro de treino — o ajuste absorveu \(\sigma^2p/N\) do ruído: \[ \mathbb{E}\big[\overline{\text{err}}\big]=B+\sigma^2\Big(1-\frac pN\Big). \]
Erro em respostas novas \(\mathbf y'=\mathbf f+\boldsymbol\epsilon'\), nos mesmos \(\mathbf x_n\) (ESL eq. 7.18, p. 228) — o ruído novo entra inteiro e a variância soma: \[ \mathbb{E}\big[\text{Err}_{\text{in}}\big]=\sigma^2+B+\sigma^2\frac pN . \]
Importante
\[ \underbrace{\mathbb{E}\big[\text{Err}_{\text{in}}\big]}_{\text{generalização}}=\underbrace{\mathbb{E}\big[\overline{\text{err}}\big]}_{\text{treino}}+\underbrace{2\,\frac{p}{N}\,\sigma^2}_{\text{otimismo}} \qquad\text{(ESL eq. 7.24, p. 229)} \] É a forma do \(C_p\) de Mallows (ESL §7.5, eq. 7.26). O viés \(B\) se cancela: a distância entre treino e teste mede variância; cresce com \(p\) e fecha com \(1/N\).
Importante
Altura do patamar acima de \(\sigma^2\) \(=\) viés. Distância entre as curvas \(=\) variância.
Laboratório sintético, mediana de 100 sorteios: grau 1 (patamar \(\approx0{,}29\), \(B_\infty\approx0{,}20\)), grau 3 (\(\approx\sigma^2\)), grau 10 (gap grande que fecha com \(N\)).
Grau 3 (\(p=4\)), média de 400 sorteios: gap em respostas novas nos mesmos \(\mathbf x_n\) (exato) e gap de validação (entradas novas), contra a previsão.
Eixos log-log: \(\log\big(2\sigma^2\frac pN\big)=\log(2\sigma^2p)-\log N\) — uma reta de inclinação \(-1\), não um decaimento linear em \(N\). Inclinação \(-1\) \(=\) decaimento \(1/N\): \(N\times10\Rightarrow\) gap \(\div10\).
Três perguntas, no \(N\) que você tem hoje:
| O que a curva mostra | Diagnóstico | Ajuda | Não ajuda |
|---|---|---|---|
| Juntas, planas e altas | Alto viés | Mais capacidade, atributos, menos regularização | Mais dados |
| Treino baixo, gap grande, validação caindo | Alta variância | Mais dados, regularização, menos capacidade | Mais capacidade |
| Treino alto e gap grande | Os dois | Capacidade com regularização; depois dados | Um remédio só |
| Plana, perto do alvo, gap pequeno | Bom ajuste | Parar | — |
Decisão de Engenharia em Produção
Você é o líder técnico de um projeto de inteligência artificial. Seu modelo atual possui um erro de treino de \(1\%\) e um erro de validação de \(25\%\). A equipe propõe duas ações concorrentes: - Engenheiro A: “Vamos coletar mais \(100.000\) exemplos rotulados a um custo de R$ 50.000.” - Engenheiro B: “Vamos dobrar a profundidade da nossa rede neural para que ela consiga aprender padrões mais sutis.”
V ou F: Diagnóstico Prático
Julgue V ou F — a questão só conta se acertar os 4 itens:
V ou F: Resposta
Voltando à pergunta: A proposta do Engenheiro A está correta. A lacuna gritante (\(1\%\) vs. \(25\%\)) é a assinatura inconfundível de alta variância (overfitting). Mais dados fornecem a âncora necessária para estabilizar o estimador e fechar o gap. A proposta do Engenheiro B aumentaria ainda mais a capacidade, explodindo a variância e tornando o modelo ainda mais instável.
A Não Linearidade da Perda 0-1
As Duas Estratégias Complementares de Ensemble
UNICAMP — Instituto de Computação