Soluções — Árvores de Decisão

Aula 3 — Particionamento Guloso

Aula Exercícios

NotaTeste 1 — Árvores como estimação não-paramétrica
  • □ Se, em vez de cortes alinhados aos eixos, uma árvore pudesse usar cortes ao longo de qualquer direção linear (hiperplanos oblíquos), mantendo a mesma lógica gulosa de escolher o corte que mais reduz \(Q\), ela deixaria de ser um modelo não-paramétrico.
  • □ Se o número mínimo de pontos por folha for reduzido a \(1\) e a profundidade máxima não for limitada, o número de parâmetros efetivos de uma árvore pode crescer até se igualar ao número de pontos de treino \(N\).
  • □ Suponha que se queira usar uma árvore para modelar a distribuição conjunta completa \(p(\mathbf{x}, y)\), não só a fronteira de decisão. Isso é possível diretamente com o mesmo procedimento guloso descrito acima, sem nenhuma modificação.
  • □ Numa árvore com uma única folha (nenhum corte realizado), a estimativa em classificação se reduz à proporção empírica de cada classe \(k\) na amostra de treino inteira (a priori marginal \(\hat\pi_k\)), ignorando completamente \(\mathbf{x}\).
Dica(Resposta) Teste 1 — Árvores como estimação não-paramétrica
  • ✗ Falso — O status de “não-paramétrico” não depende de os cortes serem alinhados aos eixos ou oblíquos — depende só de o número de parâmetros efetivos (regiões) crescer com \(N\) em vez de ser fixado a priori. Uma árvore com cortes oblíquos, buscados gulosamente do mesmo jeito, ainda cresce região por região conforme os dados permitem; o aluno que marca Verdadeiro confunde uma propriedade estrutural incidental (geometria do corte) com a propriedade que de fato define paramétrico vs. não-paramétrico (dimensão de \(\theta\) fixa vs. crescente).
  • ✔ Verdadeiro — No extremo sem restrição nenhuma, a árvore pode isolar cada ponto de treino em sua própria folha — \(N\) folhas, \(N\) “parâmetros” (uma constante por folha). É exatamente esse extremo que caracteriza a árvore como não-paramétrica: nada no procedimento impede esse crescimento até o limite \(N\).
  • ✗ Falso — O procedimento guloso descrito nunca modela uma densidade de \(\mathbf{x}\) — cada folha estima diretamente \(p(\mathcal{C}_k\mid\mathbf{x})\) (ou \(\mathbb{E}[t\mid\mathbf{x}]\)), nunca \(p(\mathbf{x})\) nem \(p(\mathbf{x},y)\). Modelar a conjunta completa exigiria uma abordagem generativa — que estima \(p(\mathbf{x}\mid\mathcal{C}_k)\) e a priori \(\pi_k\) separadamente, como em Naive Bayes — não uma adaptação trivial do algoritmo guloso. O aluno que marca Verdadeiro ignora a distinção entre um modelo que estima a fronteira/posteriori diretamente (preditivo) e um que estima a densidade completa (generativo).
  • ✔ Verdadeiro — Com zero cortes, todo o conjunto de treino é uma única região; a proporção empírica de classes nessa região é, por definição, a priori marginal da amostra — não há dependência de \(\mathbf{x}\) nesse caso degenerado. É o extremo oposto do item (b): a árvore mais simples possível já revela que a estimativa de folha é sempre “proporção dentro da região”, que no caso trivial vira a marginal inteira.
NotaTeste 2 — O estimador ótimo numa folha de regressão
  • □ Se, em vez de uma verossimilhança gaussiana, assumíssemos uma verossimilhança de Laplace (dupla exponencial) para os alvos de uma folha, o estimador de máxima verossimilhança de \(y_\tau\) deixaria de ser a média amostral e passaria a ser a mediana amostral.
  • □ Se todos os \(N_\tau\) alvos de uma folha forem idênticos entre si (variância zero), o valor mínimo de \(Q_\tau\) é zero, e a log-verossimilhança gaussiana correspondente, no limite \(\sigma^2\to 0\), tende a \(+\infty\).
  • □ Uma folha com \(N_\tau=1\) ainda define um \(Q_\tau\) mínimo bem definido e igual a zero, mas a variância amostral desse único ponto não pode ser estimada de forma não-enviesada (o denominador \(N_\tau - 1\) seria zero).
  • □ Como \(Q_\tau\) e a variância amostral \(\hat\sigma^2_\tau = Q_\tau/N_\tau\) diferem apenas por uma constante multiplicativa, qualquer corte que minimize \(Q_\tau\) nas duas folhas geradas também minimiza, necessariamente, a variância combinada dessas folhas.
Dica(Resposta) Teste 2 — O estimador ótimo numa folha de regressão
  • ✔ Verdadeiro — A log-verossimilhança de Laplace é proporcional a \(-\sum_n|t_n-y_\tau|/b\); maximizá-la equivale a minimizar \(\sum_n|t_n-y_\tau|\), cujo minimizador é a mediana, não a média. Isso confirma que a escolha “prever a média” não é uma convenção universal — é uma consequência direta de ter assumido gaussiana; trocar a verossimilhança muda a métrica que está sendo minimizada, e portanto muda o estimador ótimo.
  • ✔ Verdadeiro — Com \(Q_\tau=0\), o termo \(-\frac{1}{2\sigma^2}Q_\tau\) vale \(0\) para qualquer \(\sigma^2\), e a log-verossimilhança se reduz a \(-\frac{N_\tau}{2}\ln(2\pi\sigma^2)\), que diverge para \(+\infty\) quando \(\sigma^2\to0^+\). É uma degenerescência real e conhecida da verossimilhança gaussiana em ajuste perfeito — o aluno que marca Falso provavelmente não testou o que acontece com a fórmula quando o segundo termo desaparece.
  • ✔ Verdadeiro — Com um único ponto, \(y_\tau=t_1\) e \(Q_\tau=(t_1-t_1)^2=0\) — bem definido. Mas o estimador não-enviesado de variância, com denominador \(N_\tau-1\), dá \(0/0\), indefinido. É o mesmo fato do viés do estimador de máxima verossimilhança da variância (que usa denominador \(N_\tau\) em vez de \(N_\tau-1\)) levado ao seu caso-limite mais extremo: com \(N_\tau=1\) nem a versão enviesada nem a não-enviesada fazem sentido pleno.
  • ✗ Falso — A equivalência “\(Q=N\cdot\text{variância}\)” só vale para uma ÚNICA região de tamanho \(N\) fixo. Mas cortes candidatos diferentes produzem folhas com \(N_{\text{esq}}\) e \(N_{\text{dir}}\) diferentes entre si; a “constante” que liga \(Q\) e variância muda de candidato para candidato, então minimizar a soma de \(Q\) (que já é ponderada implicitamente pelo tamanho de cada folha) não é o mesmo problema que minimizar alguma variância combinada não-ponderada. O erro é generalizar um fato válido para tamanhos fixos para uma comparação entre partições de tamanhos distintos.
NotaTeste 3 — Crescimento guloso e sua miopia
  • □ Se o critério fosse “sempre aprofundar a folha mais numerosa” em vez de “maior redução de \(Q\)”, o resultado seria idêntico ao crescimento guloso descrito acima, já que a folha mais numerosa tende a ter o maior \(Q\).
  • □ No limite em que o número mínimo de pontos por folha tende a zero, a busca exaustiva de limiares dentro de uma folha com \(N_\tau\) pontos distintos passa a testar até \(N_\tau - 1\) limiares candidatos.
  • □ Se, em vez de um único alvo, tivéssemos alvos multivariados \(\mathbf{t}\in\mathbb{R}^p\) e definíssemos \(Q_\tau\) como a soma das somas de quadrados de cada componente, o mesmo algoritmo de busca exaustiva continuaria bem definido, sem alteração na lógica do passo de escolha de corte.
  • □ Como a busca escolhe sempre o corte de menor \(Q\) entre as duas folhas geradas, a árvore final construída por esse processo guloso é, necessariamente, a de menor \(Q\) total entre todas as árvores com o mesmo número de folhas.
Dica(Resposta) Teste 3 — Crescimento guloso e sua miopia
  • ✗ Falso — Considere quatro folhas abertas de uma árvore de regressão sobre preços de imóveis, com \(132\), \(255\), \(113\) e \(80\) pontos, respectivamente. A folha de \(255\) pontos é a maior, mas isso não garante que seja ela quem produziria a maior redução de \(Q\) ao ser cortada — uma folha menor pode estar mais “impura” (alvos mais dispersos dentro dela) e por isso render um ganho maior ao ser dividida. “Folha mais numerosa” e “folha de maior \(Q\)” não são a mesma coisa: \(Q\) depende tanto do tamanho quanto da dispersão interna dos alvos, e um critério que olha só tamanho pode escolher uma folha diferente daquela que o critério real (maior redução de \(Q\)) escolheria.
  • ✔ Verdadeiro — Os limiares candidatos são os pontos médios entre valores consecutivos distintos; com \(N_\tau\) valores distintos há \(N_\tau - 1\) desses intervalos. Sem um mínimo de pontos por folha filtrando candidatos inválidos, todos esses \(N_\tau-1\) limiares tornam-se testáveis.
  • ✔ Verdadeiro — O algoritmo de busca exaustiva só precisa que \(Q\) seja um número escalar comparável entre candidatos — de onde esse número vem (uma dimensão ou a soma de \(p\) dimensões) é irrelevante para a lógica de “teste tudo, escolha o menor”. Árvores de regressão multi-saída em bibliotecas reais funcionam exatamente assim, sem qualquer mudança estrutural no algoritmo de busca.
  • ✗ Falso — Otimizar cada passo localmente não garante o ótimo global entre todas as árvores com aquele número de folhas — um corte “ruim” agora pode ser o único caminho até uma árvore melhor lá na frente (é o argumento por trás de crescer a árvore grande e só depois podá-la, em vez de parar cedo tentando prever qual corte será melhor no final). O aluno que marca Verdadeiro confunde “melhor decisão a cada passo” com “melhor resultado final”.
NotaTeste 4 — Entropia e informação mútua
  • □ Se uma variável \(X\) tem \(K\) resultados possíveis e é uniforme entre eles, sua entropia tende a \(\ln K\) nats — e, no limite em que \(K\to\infty\) mantendo a uniformidade, \(H(X)\to\infty\).
  • □ Se \(Y\) fosse uma função determinística e invertível de \(X\) (conhecer \(Y\) permite recuperar \(X\) exatamente, e vice-versa), então \(I(X;Y) = H(X) = H(Y)\).
  • □ Considere duas moedas honestas lançadas de forma totalmente independente, sem qualquer relação causal entre elas. Mesmo assim, numa amostra finita de \(N\) lançamentos, a informação mútua empírica calculada a partir das frequências observadas dificilmente será exatamente zero, mesmo que a informação mútua populacional verdadeira seja zero.
  • □ Como \(I(X;Y)\) é sempre não-negativa e vale zero exatamente na independência, uma informação mútua alta necessariamente implica que \(X\) causa \(Y\) (ou vice-versa).
Dica(Resposta) Teste 4 — Entropia e informação mútua
  • ✔ Verdadeiro — Para \(p_k=1/K\) em todos os \(K\) resultados, \(H=-\sum_k \frac1K\ln\frac1K = \ln K\), que cresce sem limite conforme \(K\) cresce. É um fato direto da fórmula, mas revela algo importante: ao contrário do índice de Gini, que é limitado a \([0,1)\) mesmo quando \(K\to\infty\) (ver bloco “Entropia e Gini” abaixo), a entropia não tem teto — quanto mais categorias equiprováveis, maior a incerteza, sem limite superior.
  • ✔ Verdadeiro — Invertibilidade determinística implica \(H(Y\mid X)=0\) e \(H(X\mid Y)=0\) (conhecer um determina o outro sem incerteza residual), logo \(I(X;Y)=H(X)-H(X\mid Y)=H(X)\) e, simetricamente, \(=H(Y)\). Como a transformação é bijetora, \(H(X)=H(Y)\) também vale (entropia é invariante por relabeling). O caso extremo mostra que \(I(X;Y)\) satura no maior valor possível exatamente quando a dependência é total e sem perdas — o oposto do caso de independência (\(I=0\)).
  • ✔ Verdadeiro — \(I(X;Y)=0\) é uma propriedade da distribuição populacional verdadeira; as frequências observadas numa amostra finita quase certamente têm pequenos desvios amostrais em relação às proporções exatas de independência, e esses desvios se traduzem em informação mútua empírica estritamente positiva (ainda que pequena). É um lembrete importante e frequentemente ignorado: “\(I=0\) na população” e “\(I=0\) calculado numa amostra” não são a mesma afirmação.
  • ✗ Falso — Informação mútua mede associação estatística, não causalidade — é a mesma armadilha de “correlação não implica causação”, vestida com o jargão certo do bloco. Duas variáveis podem ter informação mútua alta sem que uma cause a outra, bastando que compartilhem uma causa comum: por exemplo, “tosse” e “febre” num conjunto de pacientes são dependentes porque ambas são efeitos de uma causa comum (o diagnóstico), não porque uma cause a outra.
NotaTeste 5 — Ganho de informação e a conexão MLE categórico–entropia
  • □ Se, em vez de comparar \(H(\hat p_\tau)\) com a média ponderada das entropias dos filhos, comparássemos com a MAIOR das duas entropias, o valor resultante ainda seria igual à informação mútua \(I(S;\mathcal{C})\).
  • □ No caso extremo em que um corte separa perfeitamente as duas classes (ambas as folhas filhas ficam com \(H=0\)), o ganho de informação desse corte é exatamente igual a \(H(\hat p_\tau)\) — o maior valor possível para aquele nó.
  • □ Numa folha com 2 classes e contagens \((18,2)\), a entropia é menor do que numa folha com 3 classes e contagens \((18,1,1)\) — mesmo a proporção da classe majoritária sendo a mesma (\(90\%\)) nos dois casos.
  • □ Como maximizar a log-verossimilhança categórica equivale a minimizar a entropia da folha, um corte que reduz a entropia de AMBAS as folhas filhas em relação à do pai necessariamente maximiza o ganho de informação entre todos os cortes candidatos disponíveis naquele nó.
Dica(Resposta) Teste 5 — Ganho de informação e a conexão MLE categórico–entropia
  • ✗ Falso — A identidade \(IG(\tau,s)=I(S;\mathcal{C})\) depende especificamente de o termo subtraído ser a entropia condicional \(H(\mathcal{C}\mid S)\), que é, por definição, a média ponderada das entropias dos filhos (pelos tamanhos \(N_{\text{esq}}/N_\tau\) e \(N_{\text{dir}}/N_\tau\)) — não o máximo, nem qualquer outra combinação. Trocar a média pelo máximo produz uma fórmula diferente, sem essa interpretação de informação mútua; o aluno que marca Verdadeiro não rastreou de onde vem a igualdade.
  • ✔ Verdadeiro — Com os dois filhos puros, a média ponderada das entropias é \(0\) (zero vezes qualquer peso é zero), então \(IG=H(\hat p_\tau)-0=H(\hat p_\tau)\). Como entropia nunca é negativa, a média ponderada dos filhos nunca pode ser menor que \(0\), então \(H(\hat p_\tau)\) é de fato o teto de \(IG\) para aquele nó — atingido exatamente na separação perfeita.
  • ✔ Verdadeiro — \(H_2=-0{,}9\ln0{,}9-0{,}1\ln0{,}1\approx0{,}325\) nats; \(H_3=-0{,}9\ln0{,}9-2\times0{,}05\ln0{,}05\approx0{,}394\) nats. Mesma fração majoritária, mas espalhar o restante entre mais categorias aumenta a entropia — incerteza não depende só de “quem domina”, depende de como o resto se distribui.
  • ✗ Falso — Reduzir a entropia em relação ao pai é uma melhoria em relação a NÃO cortar — mas não garante ser a melhor melhoria entre todos os candidatos testados. Pode existir outro corte, variável ou limiar, com uma redução (ponderada) ainda maior. Confundir “esse corte ajuda” com “esse corte é o argmax da busca” é o mesmo erro de confundir tamanho da folha com \(Q\) da folha, visto no bloco de miopia do crescimento guloso, agora do lado da classificação.
NotaTeste 6 — Entropia e Gini: forma e interpretação
  • □ À medida que o número de classes \(K\) numa folha cresce, sempre mantendo a distribuição uniforme entre elas, tanto a entropia máxima \(H=\ln K\) quanto o valor máximo do índice de Gini, \(G=1-1/K\), crescem sem limite.
  • □ Se, em vez do índice de Gini, usássemos \(G'(p)=\max_k p_k\) (a proporção da classe majoritária) como critério de impureza, um corte que produz duas folhas com \(\max_k p_k\) idêntico teria impureza ponderada igual, mesmo que as distribuições internas das duas folhas fossem completamente diferentes fora da classe majoritária.
  • □ Num problema de detecção de fraude com 99% de transações legítimas e 1% fraudulentas, uma folha que reproduz exatamente essa proporção tem entropia próxima do mínimo possível, mesmo antes de qualquer corte ser feito.
  • □ Como entropia e Gini se anulam numa folha pura e atingem o máximo em \(p=0{,}5\) (caso binário), as duas medidas sempre concordam sobre qual, entre dois cortes candidatos, produz a maior redução de impureza.
Dica(Resposta) Teste 6 — Entropia e Gini: forma e interpretação
  • ✗ Falso — \(H=\ln K\) de fato cresce sem limite, mas \(G=1-1/K\) é limitado: à medida que \(K\to\infty\), \(G\to 1\) e nunca ultrapassa esse teto. É uma diferença estrutural real entre as duas medidas (uma ilimitada, outra limitada em \([0,1)\)) que a “mesma forma geral” no caso binário esconde — o aluno que marca Verdadeiro generalizou incorretamente uma semelhança válida só para \(K=2\).
  • ✔ Verdadeiro — Por definição, \(G'\) só olha a proporção da classe majoritária — é cega a como as classes restantes se distribuem entre si. Duas folhas com a mesma “classe majoritária a 60%”, por exemplo, podem ter o resto dividido de formas bem diferentes entre as demais classes, e \(G'\) não capta essa diferença. É a mesma crítica que se faz à taxa de erro bruta (ver bloco abaixo), agora transferida para uma métrica hipotética com o mesmo ponto cego.
  • ✔ Verdadeiro — \(H(0{,}99)\approx 0{,}056\) nats — muito próximo de \(0\) e longe do máximo \(\ln 2\approx0{,}693\) em \(p=0{,}5\). A entropia baixa aqui não vem de a árvore já ter cortado nada; vem só do desbalanceamento natural das classes. É um lembrete prático importante: entropia baixa numa folha grande e não cortada não significa “sem informação” — significa “já bastante previsível por composição”.
  • ✗ Falso — Compartilhar os mesmos extremos (zero na pureza, máximo em \(p=0{,}5\)) não implica concordar em toda a curva entre os extremos. Verificado numericamente: com contagens de pai \((20,20)\), o split \((17,13)\,|\,(3,7)\) tem Gini ponderado \(0{,}4733\) e entropia ponderada \(0{,}6659\), enquanto o split \((0,2)\,|\,(20,18)\) tem Gini \(0{,}4737\) (pior, por pouco) e entropia \(0{,}6572\) (melhor) — Gini prefere o primeiro, entropia prefere o segundo. As duas métricas usualmente concordam, mas “usualmente” não é “sempre”.
NotaTeste 7 — Por que não usar a taxa de erro bruta para crescer a árvore
  • □ Num nó com duas classes empatadas em número de pontos (proporção \(50/50\)), a taxa de erro do classificador majoritário é \(0{,}5\) — o valor máximo possível dessa métrica, coincidindo com o ponto de máxima entropia e máximo Gini.
  • □ Se a taxa de erro bruta fosse o único critério de crescimento, e dois cortes candidatos produzissem a mesma taxa de erro ponderada, o algoritmo não teria como preferir um corte ao outro, nem mesmo quando um deles produz uma folha perfeitamente pura.
  • □ Considere um nó com 3 classes e contagens \((50,49,1)\). O classificador que sempre prevê a classe majoritária nesse nó erra em \(50\%\) dos casos, mesmo a folha estando longe de ser uniformemente distribuída entre as 3 classes.
  • □ Como a validação, na escolha de \(\lambda\), usa a acurácia (equivalente à taxa de erro), conclui-se que entropia e Gini deixam de ter qualquer papel na fase de poda por custo-complexidade.
Dica(Resposta) Teste 7 — Por que não usar a taxa de erro bruta para crescer a árvore
  • ✔ Verdadeiro — Em \(p=0{,}5\): taxa de erro \(=1-\max(p,1-p)=0{,}5\) (seu teto, já que nunca se erra mais que metade prevendo a maioria); \(H(0{,}5)=\ln2\) (seu máximo); \(\text{Gini}(0{,}5)=0{,}5\) (seu máximo). As três métricas, que discordam em pontos intermediários (ver bloco “Entropia e Gini” acima), coincidem exatamente nesse extremo — todas concordam que \(p=0{,}5\) é o pior caso possível.
  • ✔ Verdadeiro — Considere um nó com \(80\) pontos, dividido de duas formas. Split 1 produz duas folhas de \(40\) pontos cada, com contagens \((30,10)\) e \((10,30)\): o classificador majoritário erra \(10\) em cada folha, erro ponderado \(=(10+10)/80=0{,}25\) — nenhuma das duas é pura. Split 2 produz uma folha pura de \(20\) pontos, \((20,0)\) (erro \(0\)), e outra de \(60\) pontos, \((40,20)\) (erro \(20/60\approx0{,}333\)): erro ponderado \(=(0+20)/80=0{,}25\) — exatamente empatado com Split 1. A taxa de erro bruta não diferencia os dois splits, mas só Split 2 produz uma folha perfeitamente pura — algo que entropia e Gini, ao contrário do erro bruto, enxergam e recompensam. Um critério de crescimento baseado só em erro bruto trataria os dois splits como equivalentes, perdendo a chance de crescer em direção à folha pura mais cedo.
  • ✔ Verdadeiro — Total \(=100\), majoritária \(=50\), erro \(=1-50/100=0{,}5\). A taxa de erro não diferencia esse nó (bem desbalanceado, quase binário na prática, já que a terceira classe quase não existe) de um nó verdadeiramente equilibrado entre 3 classes — ela só enxerga “quem ganha e por quanto o resto perde”, nunca a forma completa da distribuição. Generaliza para \(K>2\) o mesmo ponto cego discutido no caso binário.
  • ✗ Falso — São dois passos diferentes: o termo \(Q_\tau(T)\) dentro de \(C(T)=\sum_\tau Q_\tau(T)+\lambda|T|\) usa a MESMA impureza (tipicamente Gini, o critério padrão de várias implementações) usada para crescer a árvore — não a taxa de erro bruta. É só o passo externo de escolher o valor de \(\lambda\) que costuma usar acurácia de validação. Confundir o critério interno de custo com o critério externo de seleção de hiperparâmetro é o erro deste item.
NotaTeste 8 — Custo vs. complexidade e a poda
  • □ No limite em que \(\lambda\to\infty\), o critério \(C(T) = \sum_\tau Q_\tau(T) + \lambda|T|\) é minimizado por uma árvore com uma única folha.
  • □ Se a penalidade de complexidade fosse proporcional à profundidade da árvore em vez de ao número de folhas, duas árvores com o mesmo número de folhas mas formatos diferentes (uma bem desbalanceada, outra balanceada) poderiam receber penalidades diferentes sob esse critério alternativo, ao contrário do critério \(C(T)\) acima.
  • □ Numa tarefa de regressão em que os alvos \(t\) passam a ser medidos numa escala muito maior (ex.: milhões em vez de milhares de dólares), o mesmo valor de \(\lambda\) usado na escala original não produz, em geral, a mesma árvore podada na nova escala.
  • □ Como \(\sum_\tau Q_\tau(T)\) só pode diminuir (ou manter-se) conforme se adicionam folhas, e \(\lambda|T|\) só pode aumentar, conclui-se que \(C(T)\) é uma função estritamente convexa do número de folhas, com um único mínimo global bem definido.
Dica(Resposta) Teste 8 — Custo vs. complexidade e a poda
  • ✔ Verdadeiro — Conforme \(\lambda\to\infty\), qualquer folha adicional além da primeira acrescenta uma penalidade que cresce sem limite, dominando qualquer redução possível em \(\sum_\tau Q_\tau(T)\) (que é limitada inferiormente por \(0\)). O mínimo degenera para \(|T|=1\): a raiz, sem nenhum corte.
  • ✔ Verdadeiro — \(C(T)\), como definido, depende só de \(|T|\) (número de folhas) — duas árvores com o mesmo número de folhas recebem exatamente a mesma penalidade \(\lambda|T|\), não importa o formato. Uma penalidade baseada em profundidade discriminaria entre elas (uma árvore desbalanceada pode ter profundidade maior que uma balanceada com o mesmo número de folhas), mostrando que a escolha de “o que penalizar” não é neutra.
  • ✔ Verdadeiro — \(Q_\tau=\sum(t_n-y_\tau)^2\) escala quadraticamente com a unidade de \(t\); multiplicar os alvos por \(1000\) multiplica cada \(Q_\tau\) por \(10^6\), enquanto \(\lambda|T|\) não muda. O mesmo \(\lambda\) que antes competia de forma equilibrada com o custo passa a ser irrelevante (ou dominante, se a escala diminuir) na nova escala — \(\lambda\) não é livre de unidade, um detalhe prático que a fórmula não deixa óbvio.
  • ✗ Falso — As duas premissas (custo não-crescente, penalidade crescente) estão corretas, mas a conclusão não segue: \(C(T)\) não é sequer uma função de “número de folhas” isoladamente — várias árvores diferentes podem ter o mesmo \(|T|\) com \(Q_\tau(T)\) totais diferentes, então o domínio da minimização é o conjunto discreto de subárvores podáveis, não um eixo escalar contínuo. Somar uma sequência não-crescente com uma sequência crescente não produz automaticamente convexidade nem unicidade de mínimo sem hipóteses adicionais que não foram estabelecidas.
NotaTeste 9 — Treino vs. validação: por que separar os dados
  • □ Se o conjunto de validação fosse escolhido tomando sistematicamente as primeiras \(20\%\) observações do conjunto (por exemplo, ordenadas por data de coleta), em vez de uma amostra aleatória, a acurácia de validação ainda seria uma estimativa não-enviesada do erro de generalização, desde que o tamanho do conjunto seja o mesmo de uma divisão aleatória.
  • □ Se a escolha do melhor \(\lambda\) fosse feita usando a acurácia de TREINO em vez da de validação, o \(\lambda\) escolhido tenderia a ser sistematicamente menor (menos poda) do que o escolhido por validação.
  • □ Num cenário com apenas 40 pontos de treino disponíveis, reservar \(40\%\) deles só para validação tem um custo prático mais sério do que reservar a mesma proporção de um conjunto de 40.000 pontos.
  • □ Como o conjunto de validação nunca é usado para ajustar os cortes da árvore, o desempenho medido nele é uma estimativa não-enviesada do erro de generalização, mesmo que o próprio valor de \(\lambda\) tenha sido escolhido observando exatamente esse mesmo conjunto.
Dica(Resposta) Teste 9 — Treino vs. validação: por que separar os dados
  • ✗ Falso — A garantia de que o desempenho de validação estima bem o erro de generalização depende do conjunto de validação vir da MESMA distribuição que o de treino (a mesma suposição i.i.d. por trás da ideia de “amostra representativa”). Um corte sistemático por data pode introduzir viés se a distribuição dos dados mudar ao longo do tempo (sazonalidade, mudança de comportamento dos usuários) — nesse caso, a validação mede desempenho numa distribuição sistematicamente diferente da de treino, não um subconjunto aleatório da mesma. Tamanho do conjunto não é a única coisa que importa — como ele é escolhido também é.
  • ✔ Verdadeiro — A acurácia de treino é monotonicamente não-crescente à medida que \(\lambda\) aumenta (a árvore encolhe e perde capacidade de memorizar o próprio treino). Otimizar só a acurácia de treino, portanto, empurraria a escolha para o menor \(\lambda\) possível (a árvore mais completa, menos podada), sistematicamente diferente do ponto ótimo de validação, que tipicamente aparece no meio da curva, num equilíbrio entre viés e variância.
  • ✔ Verdadeiro — Com 40 pontos, reservar \(40\%\) deixa só 24 pontos para ajustar a árvore — pouquíssimo para estimar cortes e proporções de folha de forma confiável. Com 40.000 pontos, a mesma proporção ainda deixa 24.000 para o ajuste, mais do que suficiente na prática. O custo de separar dados para validação não é fixo — depende de quanto dado sobra depois do corte, e isso pesa muito mais em regimes de amostra pequena.
  • ✗ Falso — “Nunca usado para ajustar os cortes” garante só que a ÁRVORE em si não foi montada olhando a validação — mas se \(\lambda\) foi escolhido justamente por maximizar a acurácia nesse conjunto, o par (árvore, \(\lambda\)) final foi, sim, otimizado em função dele, ainda que indiretamente. A acurácia de validação no \(\lambda\) vencedor tende a ser levemente otimista por essa mesma razão — é por isso que a escolha de hiperparâmetro e a estimativa final do erro de generalização costumam exigir um terceiro conjunto, de teste, nunca tocado durante a escolha de \(\lambda\).
NotaTeste 10 — Splits alinhados aos eixos
  • □ No limite em que a profundidade tende a infinito, o erro de aproximação de uma fronteira diagonal por cortes alinhados aos eixos tende a zero, mas o número de folhas necessário para um erro menor que \(\epsilon\) cresce sem limite à medida que \(\epsilon\to0\).
  • □ Se a fronteira de decisão ótima entre duas classes fosse alinhada a um dos eixos originais (dependendo só de \(x_1\), por exemplo), uma árvore poderia representá-la exatamente com um único corte, ao contrário do caso diagonal.
  • □ Considere um problema em que a fronteira ótima é um círculo centrado na origem. Uma árvore com cortes alinhados aos eixos pode aproximar essa fronteira com uma sequência de retângulos, mas nunca a representa exatamente com um número finito de cortes.
  • □ Como uma árvore com profundidade suficiente aproxima arbitrariamente bem qualquer fronteira, o número de folhas necessário para uma boa aproximação não depende da complexidade geométrica da fronteira verdadeira, só da profundidade escolhida.
Dica(Resposta) Teste 10 — Splits alinhados aos eixos
  • ✔ Verdadeiro — Uma escada de degraus cada vez menores pode se aproximar arbitrariamente de uma reta diagonal, mas nunca a alcança com um número finito de degraus — e o número de degraus necessário para uma tolerância \(\epsilon\) cada vez menor cresce sem limite. É uma versão quantitativa do fato de que cortes alinhados aos eixos nunca reproduzem exatamente uma fronteira diagonal, só a aproximam cada vez melhor.
  • ✔ Verdadeiro — A limitação de “splits alinhados aos eixos” só aparece quando a fronteira verdadeira NÃO é alinhada aos eixos. Numa fronteira vertical ou horizontal, um único corte na variável certa reproduz a fronteira ótima sem qualquer erro de aproximação — o problema é específico da geometria do caso diagonal, não das árvores em geral.
  • ✔ Verdadeiro — A mesma limitação estrutural do caso diagonal (retas não alinhadas aos eixos) se aplica a qualquer fronteira curva: uma união finita de retângulos alinhados aos eixos nunca reproduz exatamente um círculo, só o aproxima cada vez melhor com mais cortes. O exemplo generaliza a limitação de uma fronteira diagonal (uma reta) para uma fronteira não-linear (uma curva).
  • ✗ Falso — “Aproxima arbitrariamente bem, em princípio” não é o mesmo que “custa igual, na prática”. Uma fronteira mais “enrugada” (mais curvatura, mais mudanças de direção) exige muito mais cortes para atingir a mesma tolerância de erro do que uma fronteira simples como uma única diagonal — a complexidade geométrica da fronteira verdadeira afeta diretamente o custo (número de folhas) da aproximação, não é irrelevante.
NotaTeste 11 — Instabilidade estrutural
  • □ Se, em vez de escolher deterministicamente o corte de maior redução de impureza (maior ganho de informação, ou menor custo \(Q\)), o algoritmo escolhesse aleatoriamente entre os \(k\) melhores cortes candidatos a cada rodada, a instabilidade da estrutura de uma árvore individual a pequenas mudanças no treino tenderia a diminuir.
  • □ No limite em que o conjunto de treino tem um número muito grande de pontos amostrados da mesma distribuição geradora, o corte escolhido na raiz se aproxima de um valor estável, e pequenas remoções de pontos deixam de mudar esse corte de forma perceptível.
  • □ Num conjunto de dados em que várias variáveis são fortemente correlacionadas entre si (quase redundantes para prever a classe), a instabilidade estrutural de uma árvore tende a ser maior do que em variáveis pouco correlacionadas.
  • □ Como a estrutura de uma árvore pode mudar substancialmente com a remoção de poucos pontos de treino, as previsões dessa árvore para a maioria dos pontos de teste também mudam substancialmente sempre que a estrutura muda.
Dica(Resposta) Teste 11 — Instabilidade estrutural
  • ✗ Falso — Injetar aleatoriedade na escolha do corte tende a tornar cada árvore individual mais variável, não menos — é o mesmo mecanismo por trás de florestas aleatórias, em que árvores individuais deliberadamente instáveis/decorrelacionadas são construídas para que a MÉDIA de um conjunto grande de árvores (não uma árvore isolada) tenha variância menor. O aluno que marca Verdadeiro confunde “o conjunto de árvores fica mais estável” com “a árvore individual fica mais estável” — são afirmações diferentes.
  • ✔ Verdadeiro — É um argumento assintótico razoável: à medida que \(N\) cresce, a estimativa empírica do melhor corte se aproxima do corte ótimo populacional, e remover uma pequena fração de pontos de uma amostra muito grande tem efeito cada vez mais desprezível sobre essa estimativa. É o oposto do regime de poucos pontos e alta sensibilidade, não uma contradição dele.
  • ✔ Verdadeiro — Quando duas variáveis carregam quase a mesma informação sobre a classe, a disputa entre elas na busca gulosa fica “quase empatada” — pequenas perturbações no treino podem inclinar a balança de uma para outra, mudando qual variável é escolhida no corte. Com variáveis pouco correlacionadas entre si, essa disputa raramente é tão apertada.
  • ✗ Falso — Instabilidade estrutural (qual variável/limiar é escolhido) e instabilidade preditiva (o quanto as previsões mudam) são coisas relacionadas, mas não equivalentes — trocar qual variável entra primeiro pode reorganizar a árvore sem mudar muito a região efetiva em que a maioria dos pontos cai, especialmente longe da fronteira que de fato se deslocou. Igualar as duas ignora essa distinção.
NotaTeste 12 — Partição rígida e descontinuidades
  • □ À medida que o número de folhas de uma árvore de regressão cresce sem limite, o tamanho de cada descontinuidade entre folhas vizinhas tende a diminuir, mas a partição continua sendo, em qualquer profundidade finita, uma função em degraus.
  • □ Se, em vez de prever a média constante em cada folha, a árvore previsse uma reta local ajustada por mínimos quadrados dentro de cada folha, as descontinuidades entre folhas vizinhas desapareceriam automaticamente, sem qualquer restrição adicional.
  • □ Considere uma árvore de regressão para prever o preço de imóveis, usando entre outras variáveis MedInc (a renda mediana da região onde o imóvel se localiza, em dezenas de milhares de dólares). Suponha que um corte da árvore separa MedInc \(\le 2{,}72\) (folha com previsão de preço \(1{,}26\), na mesma unidade dos alvos) de MedInc \(> 2{,}72\) (folha com previsão de preço \(1{,}90\)). Dois imóveis com MedInc igual a, digamos, \(2{,}71\) e \(2{,}73\) — praticamente idênticos nesse atributo, e supostamente parecidos nos demais — caem em folhas opostas e recebem previsões de preço bastante diferentes.
  • □ Como a rigidez da partição é a mesma característica que permite à árvore modelar interações não-lineares sem exigir que sejam especificadas de antemão, conclui-se que a rigidez da partição não tem nenhuma desvantagem prática relevante.
Dica(Resposta) Teste 12 — Partição rígida e descontinuidades
  • ✔ Verdadeiro — Mais folhas significam degraus mais estreitos e saltos menores entre eles, mas a estrutura fundamental — cada ponto pertence a exatamente uma folha, com um valor constante ali — nunca deixa de existir em profundidade finita. O limite “melhora” o ajuste sem jamais alcançar a suavidade de uma função verdadeiramente contínua.
  • ✗ Falso — Trocar “constante por folha” por “reta por folha” (uma árvore de modelo linear) não muda o fato de que a partição continua rígida — cada ponto ainda pertence a exatamente uma folha, com sua própria reta ajustada independentemente das vizinhas. Nada garante que as retas de duas folhas adjacentes coincidam exatamente na fronteira entre elas; a menos que essa continuidade seja imposta explicitamente como restrição extra, o salto na fronteira persiste, só que agora entre duas retas em vez de dois patamares constantes.
  • ✔ Verdadeiro — É exatamente a consequência prática da rigidez da partição: os dois imóveis, com MedInc a apenas \(0{,}02\) de distância um do outro, caem em folhas diferentes só por estarem em lados opostos do limiar \(2{,}72\) — um recebe a previsão \(1{,}26\), o outro \(1{,}90\), um salto de mais de \(50\%\) sem nenhuma transição gradual, apesar de os imóveis serem quase indistinguíveis nesse atributo.
  • ✗ Falso — A mesma característica estrutural (partição em regiões distintas) traz a vantagem (capturar interações sem especificá-las) E a desvantagem (descontinuidades onde a função verdadeira é suave) ao mesmo tempo — uma não anula a outra. Concluir “sem desvantagem relevante” a partir de “tem uma vantagem” é precisamente o tipo de generalização apressada que ignora que nenhum dos dois extremos (rigidez total vs. suavidade total) é gratuito.