Exercícios — Aula 7: Fairness Algorítmica
Computação e Sociedade
Questões discursivas
Compare, com suas próprias palavras, as definições de injustiça individual (\(P(Y{=}0\mid X, Z{=}\text{branca}) > P(Y{=}0\mid X, Z{=}\text{negra})\)) e de disparidade de utilidade (\(\Delta = |\mathbb{E}[U\mid Z{=}0] - \mathbb{E}[U\mid Z{=}1}]|\)) apresentadas na aula. Em seguida, descreva um cenário hipotético de concessão de crédito em que um modelo satisfaça a definição de disparidade de utilidade (ou seja, \(\Delta = 0\)) mas ainda viole a definição de injustiça individual para pelo menos um par de clientes com o mesmo perfil financeiro \(X\).
Explique, com suas próprias palavras, por que a estratégia de “justiça pela ignorância” (remover o atributo sensível \(Z\) do dado de treino) falha como solução para fairness algorítmica. Em seguida, proponha um exemplo — diferente dos citados na aula (CEP como proxy em concessão de crédito, histórico de utilização de saúde, instituição de ensino em triagem de currículos) — de uma variável que poderia funcionar como proxy de um atributo sensível (raça, gênero, idade ou classe social) num sistema de recomendação de conteúdo (ex.: um serviço de streaming de vídeo ou música).
A aula apresentou o objetivo Rawlsiano (\(\max_f \min_z \mathbb{E}[U\mid Z{=}z]\)) como uma alternativa a igualar métricas entre grupos, como a Paridade Demográfica. Discuta, usando o Teorema da Impossibilidade e a crítica feita à Paridade Demográfica na aula (ela pode exigir aprovar indivíduos não qualificados de um grupo só para igualar a taxa total de aprovação), por que “maximizar o pior caso” é uma escolha de valores diferente de “igualar as taxas entre grupos” — mesmo que as duas, à primeira vista, pareçam buscar o mesmo objetivo de justiça.