O trabalho realizado em conjunto com o Laboratório de Interações Inseto-Planta do Instituto de Biologia da UNICAMP envolve a especificação e implementação de um banco de dados que reflita a realidade das coletas realizadas por seus membros. A metodologia de coleta utilizada atualmente pelo laboratório é a de recolher, em campo, determinadas partes de plantas que contêm larvas de insetos, aguardar que os insetos cheguem à fase adulta para então identificá-los. Os coletores vão a campo para fazer uma coleta. Cada coleta é feita em um local, numa determinada data, por coletores que fazem parte de um projeto. A amostra obtida pode conter mais de um indivíduo de mais de uma espécie, e os indivíduos devem ser separados de acordo com a espécie a que pertencem. Cada indivíduo é chamado de espécime. Pode haver ou não necessidade de registrar individualmente cada espécime, sendo que se não há essa necessidade, registra-se somente o lote. Se há essa necessidade, o lote e cada espécime são registrados. Cada lote representa um conjunto de um ou mais indivíduos da mesma espécie, e pode estar ligado a um habitat. É importante notar que uma coleta também pode ser feita sem que haja aquisição física de material (exemplo: observação de um pássaro), e também pode haver coletas que envolvam a aquisição de outro tipo de substrato (biológico ou não) além da planta (exemplo: amostra de solo). O objetivo deste projeto é a especificação e implementação de um sistema de informação para gerenciamento de coletas. Este sistema deve considerar os seguintes requisitos: 1. O sistema desenvolvido deve considerar a existência de outras metodologias de coleta. 2. O material coletado em campo, no caso partes de plantas, é chamado de amostra, portanto o modelo deve diferenciar o termo coleta (ato de recolher material em campo) do termo amostra. 3. Os lotes devem ser classificados de acordo com o táxon. Cada classificação é feita por um autor, numa determinada data e por certas razões. Esta classificação está sujeita a alterações que são caracterizadas pelo novo autor, pela nova data, pela classificação anterior e pela nova classificação, além de novas razões para esta classificação. 4. Há necessidade de se manter os registros de classificações antigas de modo a manter um histórico das modificações feitas. 5. Um táxon pode mudar tanto devido a reorganizações na literatura, quanto por motivo de mudança na identificação de lotes (por conta de erros ou identificação com maiores detalhes). 6. Os próprios táxons podem sofrer modificações ao longo do tempo. Essas modificações devem ser registradas também. Um exemplo disso é a mudança do nome de uma espécie, ou então a mudança de toda uma família para outra ordem. 7. Outro ponto que pode sofrer mudanças é o nome dos locais em que são feitas as coletas. 8. Os lotes coletados são relacionados ecologicamente (relação trófica, etc), o que deve ser expressado no modelo. Além dessa relação, os biólogos podem querer anotar relações entre seres que não necessariamente foram coletados, mas por exemplo foram descritas na literatura (livros, artigos, etc) por uma certa autoridade no assunto.